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Glossário

Frente de gôndola (facing)

3 min de leitura · Categoria, gôndola e vitrine · Atualizado em 27/10/2026

Medium shot along an aisle: a young male stocker kneels to align identical unlabeled bottles in a front row, the shelf with neat repeated ro
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    Em resumo

    Frente de gôndola, ou facing, é cada produto que fica em primeiro lugar, exposto ao público, na gôndola. A quantidade de frentes de um item deve ser o mais proporcional possível à sua demanda, para evitar ruptura de estoque, e precisa caber no espaço limitado da prateleira, segundo um modelo de gestão de espaço da PUCP.

    O que é frente de gôndola e de onde vem o termo facing?

    Facing é um termo do inglês usado no varejo. Em espanhol, aparece também como "frontis". Em português, o mais comum é "frente de gôndola" ou simplesmente "frente".

    Uma tese da Pontifícia Universidade Católica do Peru define facing como os produtos que ficam em primeiro lugar, expostos ao público, na gôndola. Ou seja, é o que o cliente vê de frente ao parar diante da prateleira.

    No exemplo da tese, cada produto tem um número de frentes contado na gôndola. O produto H tem facing 11 e o produto T tem facing 3. Esse número é sempre inteiro e positivo, porque conta unidades visíveis.

    Como definir quantas frentes cada produto deve ter?

    O modelo da PUCP parte de uma regra simples: a quantidade de frentes de um produto deve ser o mais proporcional possível à sua demanda. Quem vende mais precisa de mais frentes. Assim, a loja reduz o risco de ruptura, que é a falta do produto na prateleira enquanto o cliente procura por ele.

    A tese traz três cuidados práticos:

    • Use uma faixa, não um número fixo. O modelo define um limite inferior e um limite superior de frentes em torno da demanda de cada item. Assim a loja evita travar valores que prejudiquem o resultado da gôndola.
    • Escolha bem a demanda de referência. Pode ser a venda da última semana, do último mês ou do mesmo período do ano anterior. A escolha depende da variação e da sazonalidade do produto.
    • Ajuste item a item. A faixa pode mudar de produto para produto. A tese recomenda avaliar esse critério com quem responde pela categoria.

    Há ainda o limite físico: as frentes precisam caber no espaço disponível. O mesmo estudo também considera a margem de cada item ao distribuir o espaço, além de acordos já fechados que funcionam como restrições.

    O sortimento muda com o tempo. Por isso, a conta das frentes precisa ser refeita sempre que o mix muda.

    Quais confusões são comuns com frente de gôndola?

    Dar frente só para o que já gira muito. Uma pesquisa do IFPB com promotores de venda registrou essa percepção. Segundo os promotores, alguns supermercados e marcas sempre destacam os itens de maior rotatividade e deixam de lado itens que poderiam render mais. O próprio estudo avisa que reflete só a visão desses profissionais, nessa amostra.

    Tratar frente como enfeite. No modelo da PUCP, a frente é uma decisão de gestão. Ela liga a venda, o espaço e a margem de cada item.

    Fixar as frentes e esquecer. Como o sortimento e a demanda mudam, as frentes também precisam ser revistas.

    Aplique na sua loja esta semana

    1. Escolha uma categoria e conte as frentes de cada item na gôndola. 2. Compare essa contagem com a venda recente de cada item. 3. Anote os itens que faltaram na prateleira e veja se eles têm poucas frentes para o que vendem. 4. Redistribua as frentes dentro do espaço que você já tem e acompanhe a ruptura nas semanas seguintes.

    Perguntas frequentes

    Frente de gôndola e facing são a mesma coisa?

    Sim. Facing é o termo em inglês. Frente de gôndola é o uso em português para os produtos expostos em primeiro lugar ao público na prateleira.

    Qual a relação entre frentes e ruptura?

    Segundo o modelo de gestão de espaço da PUCP, quando as frentes são proporcionais à demanda do produto, diminui o risco de ruptura na gôndola.

    Que venda usar como base para definir as frentes?

    A tese da PUCP sugere a venda da última semana, do último mês ou do mesmo período do ano anterior. A escolha depende da variação e da sazonalidade do produto.

    Com que frequência rever as frentes?

    Sempre que o sortimento ou a demanda mudarem. O modelo da PUCP trata o mix como dinâmico, e a quantidade de frentes acompanha essa mudança.

    Fontes

    1. Diseño de un modelo de gestión de espacio aplicado — Tesis PUCP · academica
    2. Um olhar dos promotores de venda para otimização do produto — IFPB · academica

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