Pular para o conteúdo
Uma iniciativaSalon Line
Portal da PerfumariaUma iniciativa Salon Line
Conteúdo em revisão: pode mudar antes da versão final.
Pergunta

O que é atacado e varejo? Exemplos e diferença para quem tem loja

4 min de leitura · Compras e estoque · Atualizado em 27/10/2026

Isometric scene showing a supply chain: a small factory, a large wholesale warehouse with pallets, and a small perfumery storefront, connect
Imagem gerada por IA
Nesta página
    Em resumo

    Atacado vende em volume para quem revende. Varejo vende ao consumidor final, em quantidade fracionada. Exemplos: o distribuidor que entrega na sua loja e o atacado de balcão são atacado. A sua perfumaria, quando vende um perfume ao cliente, é varejo. Para o lojista, a pergunta prática é de qual canal comprar cada categoria.

    O que é atacado e varejo, com exemplos?

    O varejo é quem vende ao consumidor final. Um trabalho técnico do Centro Paula Souza resume as funções do varejo:

    • comprar uma variedade de produtos de vários fornecedores;
    • comprar em grandes quantidades e fracionar a oferta para o cliente;
    • manter estoque disponível conforme a conveniência do cliente;
    • oferecer condições de pagamento que facilitem a compra;
    • informar os fabricantes sobre o mercado e a aceitação dos produtos.

    O atacado fica entre o fabricante e o varejista. O mesmo trabalho lista alguns tipos de atacado, com exemplos:

    • Atacado de autosserviço: ampla variedade, com lojas em que o cliente compra num sistema parecido com o de hipermercados.
    • Atacado especializado: vende produtos específicos e atua numa faixa estreita do mercado.
    • Atacado balcão: tem estoques altos e vende no balcão ou por telefone. Normalmente não faz entrega.
    • Atacado de serviços completos: executa todas as funções do canal.
    • Atacado distribuidor: tem equipe de vendas, faz entregas e tem contratos de exclusividade com algumas empresas.

    O que isso muda na sua loja: na compra, você é cliente do atacado. Na venda, você é o varejo. Cada tipo de atacado oferece um serviço diferente, como entrega ou visita de vendedor, e isso entra na conta do custo.

    De onde o pequeno varejo compra produtos de higiene e beleza?

    Segundo o Sebrae (2014), com dados do Estudo Mercado de Vizinhança da GfK Brasil, os pequenos mercados de bairro compram higiene e beleza assim:

    Canal de compraParticipação
    Distribuidor multifabricante29%
    Distribuidor exclusivo25%
    Atacado25%
    Direto do fabricante12%
    Central de compras3%
    Hiper e supermercado2%

    O estudo trata do varejo alimentar de vizinhança, não de perfumarias. Mesmo assim, mostra um padrão útil: em higiene e beleza, o pequeno varejo depende mais de distribuidores e do atacado do que da compra direta com a indústria. O mesmo estudo diz que o hiper e o supermercado são usados só em caso extremo, para reposição imediata.

    É melhor comprar no atacado ou direto da indústria?

    Depende do volume e da logística da sua loja. O Sebrae (2014) afirma que, em tese, a compra direta com o fabricante traz melhores condições de preço. Mas nem sempre compensa, por causa do frete e do espaço para armazenar quantidades maiores. O órgão também alerta que a fidelidade a um distribuidor ou atacadista pode esconder uma oportunidade melhor de compra.

    Um estudo da Universidade Presbiteriana Mackenzie observa que, quando o varejista cresce, ele passa a buscar preço direto da indústria e a pular o atacadista, visto como intermediário.

    Para quem ainda não tem volume, uma alternativa é a central de negócios. Uma pesquisa com centrais de negócios supermercadistas no estado de São Paulo mostrou que 68,42% dos entrevistados obtiveram redução de preços entre 6% e 10% nas compras com a indústria via central. Depois da associação, a participação da indústria nas compras subiu de 20,79% para 55,58%, e a do atacado caiu de 55% para 25,32%. As centrais também negociavam bonificações em mercadorias e verbas para divulgação de ofertas. Uma central serve para somar volume de compra. Ela não serve para combinar preço de venda com outras lojas, o que a lei de concorrência proíbe.

    Aplique na sua loja esta semana

    1. Liste de quem você compra cada categoria: distribuidor, atacado ou indústria. 2. Para os itens que mais vendem, peça cotação a pelo menos um canal que você não usa hoje. 3. Compare o custo total, com frete, prazo, entrega e espaço de estoque, e não só o preço unitário. 4. Verifique se existe na sua região uma central de negócios ou associação de lojistas que reúna compras.

    Perguntas frequentes

    Atacarejo é atacado ou varejo?

    Pode ser os dois. Segundo estudo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, quando atende revendedores, o atacarejo cumpre o papel de atacado. Quando vende direto ao consumidor final, vira varejo e passa a concorrer com os pequenos e médios comerciantes, que também são seus clientes.

    Comprar no supermercado para repor estoque é uma boa opção?

    Segundo o Sebrae (2014), o canal hiper e supermercado é o menos usado pelo pequeno varejo. Ele aparece só em caso extremo, quando a loja precisa repor um produto imediatamente. Usar esse canal com frequência é um sinal para rever o planejamento de compras.

    Comprar sempre do mesmo distribuidor é um problema?

    Não necessariamente. O Sebrae (2014) alerta, porém, que a fidelidade a um único distribuidor ou atacadista pode estar escondendo uma oportunidade melhor de compra. Comparar canais de tempos em tempos ajuda a confirmar se a escolha ainda faz sentido.

    Fontes

    1. Sebrae – Estudo setorial minimercados (dados do Estudo Mercado de Vizinhança – GfK Brasil) · organizacion
    2. Redes de cooperação no varejo: um estudo teórico-empírico em centrais de negócios supermercadistas no estado de São Paulo · academica
    3. O crescimento do atacarejo no mercado brasileiro: evolução, desafios e inovações no modelo de negócio – Mackenzie · academica
    4. Centro Paula Souza – E-commerce de varejo: uma análise estratégica de moda íntima feminina (TCC, Técnico em Administração) · academica

    Continue aprendendo

    Guia prático

    Como encontrar fornecedores de cosméticos para revenda confiáveis

    Veja como avaliar fornecedores de cosméticos para revenda: CNPJ, regularidade na Anvisa, nota fiscal, pedido mínimo, prazo de entrega e pedido-teste.

    Compras e estoque
    Caso

    K-beauty no varejo: como a Olive Young transformou uma tendência em sortimento e motivo de visita

    Como a Olive Young transformou o K-beauty no varejo em sortimento, serviços e motivo de visita, e o que uma perfumaria independente pode adaptar.

    Beleza e tendências
    Trilha

    Como vender pelo WhatsApp e Instagram na sua perfumaria

    Trilha prática para perfumarias e lojas de cosméticos: catálogo do WhatsApp Business, mensagens automáticas, link curto, lives e retirada na loja.

    Marketing e CRM