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Contexto A Olive Young, da CJ, é descrita pela imprensa especializada como a maior rede de beleza da Coreia do Sul. Em março de 2026, o jornal Chosun Ilbo noticiou o crescimento do cuidado capilar coreano, com destaque para a zona de cabelo da loja Olive YoungN Seongsu, em Seul. Em 29 de maio de 2026, a rede abriu sua primeira loja física nos Estados Unidos, em Pasadena, na Califórnia, segundo a revista Global Cosmetic Industry.
O K-beauty nasceu concentrado em skincare, o cuidado com a pele. A demanda começou a se espalhar para couro cabeludo e cabelo, puxada pela onda cultural coreana (Hallyu, com novelas e K-pop) e pela tendência chamada skinification, que trata o couro cabeludo e o fio como se fossem pele. Para um varejista, o desafio era transformar esse interesse difuso em sortimento organizado e em um motivo concreto para o cliente ir até a loja.
A Olive Young apostou no que a imprensa chama de varejo de descoberta: sortimento amplo, que mistura marcas coreanas em alta com marcas globais conhecidas, somado a serviços e experiências dentro da loja. No cuidado capilar, criou uma zona dedicada à categoria com serviço de diagnóstico do couro cabeludo.
O K-beauty no varejo ganhou força com a Olive Young, maior rede de beleza da Coreia do Sul. A rede combina marcas coreanas em alta com nomes globais, monta zonas por categoria e oferece serviços como análise de couro cabeludo. Em cabelo, as vendas a clientes estrangeiros cresceram 212% em um ano, segundo a CJ Olive Young.
O que fizeram
- Zona por categoria. Na loja Olive YoungN Seongsu, em Seul, a rede montou uma área dedicada ao cuidado capilar, com serviço de diagnóstico do couro cabeludo para clientes estrangeiros (Chosun).
- Leitura de preferência por público. Dados da loja on-line global da rede mostraram diferenças por nacionalidade: japoneses compravam mais tratamentos, essências e óleos; britânicos preferiam xampus e tônicos antiqueda; americanos buscavam xampus para cabelo danificado e queda; australianos procuravam mais aparelhos, como chapinhas (Chosun).
- Sortimento misto. Na loja de Pasadena, a rede reúne cerca de 400 marcas, em skincare, maquiagem, bem-estar, cuidado capilar e beleza de dentro para fora, combinando marcas coreanas em alta com marcas globais reconhecidas (GCI).
- Experiência na loja. Pasadena tem áreas de teste de skincare, estações de limpeza com cuba de água, tecnologia de análise da pele, análise do couro cabeludo e a "The Beauty Lab", onde o cliente recebe orientações personalizadas de rotina de skincare com base no diagnóstico (GCI).
- Relacionamento e campanhas. A estratégia nos Estados Unidos inclui programa de fidelidade em três níveis, campanhas de exposição que se alternam, ações de amostras conduzidas pela própria rede e recompensas sincronizadas entre on-line e loja física, além de uma loja virtual própria no país (GCI).
O que funcionou
- Segundo a CJ Olive Young, as vendas de cuidado capilar a clientes estrangeiros cresceram, em média, mais de 70% ao ano de 2023 a 2025.
- Segundo a CJ Olive Young, as vendas de cuidado capilar a clientes estrangeiros subiram 212% no ano anterior à reportagem do Chosun de março de 2026.
- Ainda segundo a CJ Olive Young, de janeiro a fevereiro de 2026 as vendas de tônicos capilares e ampolas cresceram 166% em relação ao mesmo período do ano anterior.
- No país, as exportações coreanas de cuidado capilar bateram recorde e chegaram a cerca de US$ 478 milhões, segundo dados da alfândega coreana citados pelo Chosun.
Por que o K-beauty no varejo saiu do skincare e chegou ao cabelo?
Segundo o Chosun, o interesse veio da onda cultural coreana: atores e ídolos com cabelo brilhante e bem cuidado chamaram a atenção de fãs no mundo todo. Vídeos com termos como "Korean hair routine" e "Korean glass hair" circulam no YouTube e no TikTok. A tendência skinification, que trata couro cabeludo e cabelo como pele, também é citada como motor da demanda.
O que isso muda na sua perfumaria?
A lição não é copiar o tamanho da Olive Young. É o método: identificar uma tendência com sinal claro de procura, dar a ela um espaço próprio na gôndola, misturar novidades com marcas conhecidas e criar um motivo para o cliente voltar, como orientação de rotina e amostras. Ao falar de produtos de couro cabeludo e queda, siga as regras da Anvisa e do CONAR: explique o uso, sem prometer resultado.
Aplique na sua loja esta semana
1. Escolha uma categoria em alta que já aparece nas perguntas dos clientes. 2. Separe uma prateleira ou ponta de gôndola só para ela, com sinalização simples. 3. Combine itens novos com itens que já giram bem na loja. 4. Prepare a equipe com um roteiro curto de como explicar a rotina de uso, sem promessa de resultado. 5. Registre por algumas semanas o que os clientes perguntam e compram nessa zona e ajuste o sortimento.
Perguntas frequentes
O que é varejo de descoberta?
É o modelo que a imprensa atribui à Olive Young: sortimento amplo, com marcas em alta e marcas conhecidas lado a lado, mais serviços e experiências que levam o cliente a experimentar e conhecer produtos novos dentro da loja.
Quais serviços a Olive Young oferece na loja?
Segundo a Global Cosmetic Industry, a loja de Pasadena tem áreas de teste de skincare, estações de limpeza com cuba de água, análise da pele, análise do couro cabeludo e orientações personalizadas de rotina. Em Seul, a loja de Seongsu oferece diagnóstico do couro cabeludo.
Uma perfumaria pequena pode fazer diagnóstico de couro cabeludo?
O caso mostra o serviço como atração da loja. Numa perfumaria, o equivalente prático é a orientação de rotina feita pela consultora de beleza, sempre sem prometer resultado e sem alegação terapêutica, como exigem a Anvisa e o CONAR.



