Pular para o conteúdo
Uma iniciativaSalon Line
Portal da PerfumariaUma iniciativa Salon Line
Conteúdo em revisão: pode mudar antes da versão final.
Pergunta

O que é dermocosmético e qual a diferença para um cosmético comum?

4 min de leitura · Beleza e tendências · Atualizado em 27/10/2026

Close-up of a pharmacist-style consultant's hands holding two unlabeled cream jars, one clinical white and one pastel, above a clean skincar
Imagem gerada por IA
Nesta página
    Em resumo

    Dermocosmético é um termo de mercado para produtos de cuidado com a pele apresentados como mais técnicos que o cosmético comum. A Anvisa não reconhece essa categoria: ela classifica higiene pessoal, cosméticos e perfumes em Grau 1, de menor vigilância sanitária, e Grau 2, que exige comprovação de segurança e/ou eficácia e informa modo e restrições de uso.

    O que é dermocosmético, afinal?

    No mercado, dermocosmético costuma ser descrito como um produto entre o cosmético e o medicamento. Uma monografia de Administração da PUC-Rio usa essa definição e lembra que esses produtos também são chamados de cosmecêuticos.

    O ponto central para o lojista é outro. Segundo um artigo do Centro Universitário Una Bom Despacho, termos como dermocosmético, cosmecêutico, dermomake e cosmético ativo são coloquiais. Eles não são reconhecidos formalmente pela Anvisa, nem pela FDA, nos Estados Unidos, nem pela EMA, na União Europeia.

    O mesmo artigo aponta que algumas marcas usam a palavra como ferramenta de marketing, para agregar valor. Nem sempre o produto está cadastrado na Anvisa como Grau 2. Por isso, o nome na embalagem não basta para definir o que o produto é.

    Qual a diferença entre Grau 1 e Grau 2 na Anvisa?

    A classificação oficial existe e é ela que diferencia os produtos. A RDC nº 07 de 2015 dividiu higiene pessoal, cosméticos e perfumes em dois graus, segundo o artigo do Centro Universitário Una:

    • Grau 1: produtos com propriedades básicas ou elementares. A comprovação não é inicialmente necessária e não exigem informações detalhadas sobre modo de uso e restrições. Exemplos citados: batons, perfumes, sabonetes e shampoos.
    • Grau 2: produtos cujas características exigem comprovação de segurança e/ou eficácia, com modo de uso e restrições informados. Exemplos citados: protetores solares, repelentes, tinturas para cabelos, spray de fixação e produtos para bebês.

    Em 2024, a RDC 949/2024 atualizou a redação. Segundo o Informe Regulatório Nº 134/2024 da Casa da Cosmetologia, o Grau 1 passou a ser definido como o que requer inicialmente menor grau de vigilância sanitária e o Grau 2 como o que requer maior grau. O critério considera área de aplicação, público, formulação e finalidade declarada. A mesma fonte informa que não há impacto esperado para o setor com essa mudança de definição.

    A diferença para o medicamento também é clara. O medicamento tem finalidade preventiva, curativa, paliativa ou de diagnóstico. O cosmético é de uso externo, para proteger ou embelezar. Mesmo no Grau 2, ele continua sendo cosmético.

    Conteúdo informativo, com base nas normas citadas (RDC nº 07/2015 e RDC 949/2024). Não substitui orientação de profissional de assuntos regulatórios ou advogado.

    O que isso muda na sua loja?

    Para o cliente, a diferença que mais pesa costuma ser o preço. A monografia da PUC-Rio cita a CERTIFIC (2017): o cosmético convencional tem custo bem menor que o dermocosmético. A mesma fonte descreve a venda consultiva como prática usual no setor. Nela, vendedores treinados dão informação técnica e de uso ao consumidor.

    O cliente também quer prova. Segundo pesquisa da BASF na Dermo Week de 2021, citada pelo artigo do Centro Universitário Una, 38% dos brasileiros entrevistados se interessam por produtos de beleza com comprovação clínica e 31% não acreditam nas propostas das marcas.

    Na prática, a sua equipe vende melhor quando explica o produto pelo que ele é. Ninguém precisa prometer o que a categoria não permite.

    Aplique na sua loja esta semana

    1. Revise como a equipe apresenta os produtos chamados de dermocosméticos. Troque "trata" ou "cura" por modo de uso, finalidade e cuidados do rótulo. 2. Mostre à equipe a diferença entre Grau 1 e Grau 2 com exemplos da sua gôndola. 3. Oriente as consultoras de beleza a ler e explicar as restrições de uso que o rótulo informa. 4. Na sinalização e nas redes da loja, evite alegações terapêuticas. Use as alegações que constam na embalagem.

    Perguntas frequentes

    Dermocosmético é um medicamento?

    Não. O termo não é uma categoria oficial da Anvisa. Os produtos vendidos com esse nome são cosméticos, classificados como Grau 1 ou Grau 2. O medicamento tem outra finalidade: prevenir, curar, aliviar ou diagnosticar.

    Todo produto vendido como dermocosmético é Grau 2?

    Não necessariamente. Segundo artigo do Centro Universitário Una Bom Despacho, há marcas que usam o termo como marketing sem que o produto esteja cadastrado na Anvisa como Grau 2.

    Produto antiqueda pode prometer tratar calvície?

    Não. Pela RDC 949/2024, segundo a Casa da Cosmetologia, preparações cosméticas antiqueda e para fortalecimento capilar não podem alegar prevenção ou tratamento de calvície, alopecia ou outras doenças.

    Fontes

    1. Cosmecêuticos: apropriação dos termos e cenário nacional – Centro Universitário Una Bom Despacho · academica
    2. Monografia de Graduação em Administração de Empresas – PUC-Rio · academica
    3. Informe Regulatório Nº 134/2024: Anvisa publica RDC que atualiza a classificação de produtos cosméticos – Casa da Cosmetologia · empresa

    Continue aprendendo

    Trilha

    Como entender de perfumes para vender: notas, famílias e concentrações

    Trilha prática para a equipe da perfumaria: pirâmide olfativa, famílias, concentrações e fixação explicadas para orientar o cliente no balcão com segurança.

    Beleza e tendências
    Guia prático

    Como montar uma loja de cosméticos pequena com segurança

    Guia para montar uma loja de cosméticos pequena: mix de categorias, regras de shopping, formalização e cuidados com produtos regularizados pela Anvisa.

    O negócio da perfumaria
    Caso

    Olive Young: o modelo de loja de beleza de bairro que virou referência na Coreia

    Como a Olive Young virou referência em lojas de beleza na Coreia com curadoria, dados de venda e atendimento que deixa explorar, e o que a loja pequena aplica.

    O negócio da perfumaria