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Para quem é Quem está abrindo ou reestruturando uma perfumaria ou loja de cosméticos independente e pequena, como dono, sócio ou futuro gerente.
Para montar uma loja de cosméticos pequena com segurança, formalize o negócio com apoio do Sebrae e de um contador. Consulte a vigilância sanitária local e defina um mix por categorias. Compre só produtos regularizados na Anvisa. Se a loja for em shopping, siga o caderno técnico antes da obra. Comunique os produtos sem promessas de tratamento.
Passo a passo
Formalize o negócio antes de comprar estoque
Comece pela formalização. O Sebrae Paraná mantém uma área para quem quer abrir um negócio e um Guia do MEI. Use esses materiais para entender as opções de enquadramento. Leve suas dúvidas a um contador antes de assinar contrato de ponto ou fechar pedido com fornecedor.
Pergunte à vigilância sanitária local o que vale para a sua atividade
Segundo parecer do Ministério da Fazenda de 2025, a RDC nº 153/2017 e a IN nº 66/2020 dispõem sobre a classificação do grau de risco das atividades econômicas sujeitas à vigilância sanitária. Na prática, o grau de risco da atividade influencia o que será exigido da sua loja. Confirme com a vigilância sanitária do seu município como a atividade da loja se enquadra.
Escolha o ponto e leia as regras do local antes da obra
Em shopping center, a loja segue também as normas do próprio shopping. Um trabalho da UFAL (2022) analisou o caderno técnico do Maceió Shopping. Esse caderno exige o cumprimento de uma série de normas antes de iniciar as obras. Alguns exemplos:
- mezanino em até 75% da área;
- guarda-corpo com altura mínima de 90cm;
- piso da loja em nível com o piso do mall na linha de limite frontal;
- alvenarias usadas só para vedação, sem sustentar prateleiras ou mostruários.
As regras mudam de um shopping para outro. Peça o caderno técnico do seu shopping antes de orçar a reforma.
Defina o mix por categorias
Organize o sortimento, ou seja, a variedade de produtos que a loja oferece, por categorias. O trabalho da UFAL (2022) propõe este mix para uma loja de cosméticos:
- cabelo, corpo e higiene pessoal;
- maquiagem, uso infantil e público masculino;
- unhas, acessórios e eletros.
Comece pelas categorias que o seu público mais procura. Amplie conforme o giro, que é a velocidade com que o produto vende.
Compre só produtos regularizados
Os cosméticos são classificados em Grau 1 e Grau 2. Segundo o Sebrae, essa classificação determina o tipo de regularização exigido na Anvisa. Alguns produtos precisam apenas de comunicação prévia à Anvisa. Antes de fechar com um fornecedor, pergunte como cada produto está regularizado e guarde a informação. Para produtos artesanais, veja a seção sobre a Lei nº 15.154/2025.
Monte a exposição pensando em compra planejada e não planejada
Segundo o trabalho da UFAL (2022), acessórios e eletros costumam ser artigos de compra não planejada. Por isso, eles ficam dispostos estrategicamente nos ambientes da loja. Na sua gôndola, deixe as categorias de busca clara em áreas fáceis de achar. Use pontos de passagem para os itens de impulso.
Treine a equipe para falar dos produtos sem promessas
Cosmético tem finalidade de limpar, perfumar, proteger ou melhorar a aparência. Na vitrine, no Instagram e no atendimento, evite dizer que um produto trata ou cura alguma condição. Esse tipo de promessa não é permitido para cosméticos e expõe a loja a problemas. Oriente cada consultora de beleza a descrever a função cosmética do produto e o modo de uso que está no rótulo.
O que é preciso para montar uma loja de cosméticos pequena?
Você precisa de quatro frentes resolvidas antes de abrir a porta:
- empresa formalizada;
- situação sanitária da atividade confirmada com a vigilância local;
- ponto com regras de obra conhecidas;
- mix de produtos regularizados.
O restante vem depois e se ajusta com a operação: layout, exposição na gôndola e treinamento da equipe.
Conteúdo informativo, não substitui contador ou advogado. As normas citadas constam de documentos publicados em 2025 pela Anvisa e pelo Ministério da Fazenda. Confirme a vigência antes de decidir.
Quais normas da Anvisa importam para quem vende cosméticos?
Segundo o parecer do Ministério da Fazenda de 2025, o arcabouço sobre o tema inclui:
- Lei nº 9.782/1999: cria a Anvisa e o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.
- Lei nº 6.360/1976: trata da vigilância sanitária de cosméticos e outros produtos.
- RDC nº 907/2024: é a norma geral para a regularização de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes.
- RDC nº 894/2024: trata das Boas Práticas de Cosmetovigilância para empresas titulares de regularização.
- RDC nº 153/2017 e IN nº 66/2020: tratam da classificação do grau de risco das atividades econômicas.
Para o lojista, o ponto prático é este: o produto chega à loja já regularizado pela empresa titular. Cabe a você comprar de quem cumpre essas regras.
O que muda com a lei dos cosméticos artesanais?
A Lei nº 15.154, de 30 de junho de 2025, alterou a Lei nº 6.360/1976. Ela estabelece a isenção de registro e a observância de regras simplificadas para cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes produzidos de maneira artesanal.
A Anvisa publicou um relatório de análise de impacto regulatório para regulamentar o tema. A consulta pública teve contribuições de 13/10/2025 a 26/11/2025. Segundo o parecer da Fazenda, o objetivo da Anvisa é promover a formalização do setor e garantir a segurança sanitária dos produtos.
Se você pensa em vender produtos artesanais, acompanhe a regulamentação final antes de incluí-los no mix.
Erros comuns
- Fechar o ponto ou começar a reforma sem ler as regras do shopping ou do imóvel.
- Comprar estoque de fornecedor que não informa como os produtos estão regularizados na Anvisa.
- Montar um mix amplo demais no início, sem saber o que o público da região procura.
- Usar na comunicação da loja palavras como tratar ou curar ao falar de cosméticos.
- Supor que a exigência sanitária é igual em todo município, sem consultar a vigilância local.
Perguntas frequentes
Que categorias uma loja de cosméticos pequena pode ter?
Um trabalho da UFAL de 2022 propõe estas categorias: cabelo, corpo, higiene pessoal, maquiagem, uso infantil, público masculino, unhas, acessórios e eletros. Uma loja pequena pode começar com parte delas e ampliar conforme o giro.
Loja de cosméticos precisa falar com a vigilância sanitária?
A RDC nº 153/2017 e a IN nº 66/2020 classificam o grau de risco das atividades sujeitas à vigilância sanitária. Consulte a vigilância do seu município para saber como a atividade da sua loja se enquadra.
Qual a diferença entre cosmético Grau 1 e Grau 2 para quem revende?
Segundo o Sebrae, a classificação em Grau 1 ou Grau 2 determina o tipo de regularização exigido na Anvisa. Para o lojista, o importante é confirmar com o fornecedor que cada produto está regularizado.
Posso vender cosméticos artesanais na minha loja?
A Lei nº 15.154/2025 prevê isenção de registro e regras simplificadas para cosméticos artesanais. A regulamentação estava em consulta pública pela Anvisa em 2025. Acompanhe a norma final antes de incluir esses produtos.
Fontes
- Parecer 4101 – Ministério da Fazenda sobre consulta pública da Anvisa (cosméticos artesanais) · oficial
- Anvisa – Relatório de Análise de Impacto Regulatório sobre cosméticos artesanais · oficial
- Sebrae – Ideia de negócio: fábrica de cosméticos ecológicos · organizacion
- UFAL – Visual merchandising na arquitetura comercial de varejo: proposta para uma loja de cosméticos · academica
- Sebrae PR – Para quem quer abrir um negócio · organizacion
- Sebrae PR – Guia do MEI · organizacion



