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O que é visual merchandising? É o conjunto de todos os elementos visuais e sensoriais da loja (fachada, vitrine, layout, iluminação, cores, aromas e sons) planejado para tornar o ambiente agradável e memorável, facilitar a compra, ajudar a equipe de vendas e fazer o cliente voltar. Na perfumaria, ele organiza como o cliente vê e encontra os produtos.
O que é Visual Merchandising na prática da loja?
A dissertação de mestrado da USP de Juliana Paradinha Sampaio (2017) cita Bernardino, Pacanowski e Khoury (2012). Para esses autores, o visual merchandising é a união de todos os elementos visuais do varejo, ou seja, de tudo o que o consumidor vê. A pesquisa da PUC Minas retoma Geary (1998), que define o visual merchandising como "o efeito final de todos os estímulos visuais no ambiente comercial".
Na prática, a área cuida de identificar, ambientar, acomodar e promover os produtos dentro do ponto de venda (PDV). Também responde pelo que fica do lado de fora: letreiro, fachada e vitrine. A mesma dissertação registra que o termo às vezes é substituído por "atmosfera da loja" ou "design store".
O trabalho de conclusão da UFAL sobre uma loja de cosméticos, com base em Morgado e Gonçalves (1999), amplia o conceito para além da visão. Entram as cores e seus efeitos psicológicos, os aromas, a música, as chamadas sonoras e o toque na mercadoria. O mesmo trabalho observa que lojas de cosméticos usam muito esse recurso para criar uma atmosfera que leva o cliente a comprar e a voltar.
Para que serve o visual merchandising?
Segundo Guidé, Hervé e Sackrider (2009), citados na dissertação da USP, o visual merchandising tem dois objetivos.
- Quantitativo: vender mais, otimizar a margem e limitar custos. Para isso, ele facilita o percurso do cliente pela loja, agrupa produtos por formas, cores e materiais e oferece um serviço coerente com a imagem da loja, como recepção e sinalização.
- Qualitativo: transmitir a identidade da loja e diferenciá-la dos concorrentes.
Levy e Weitz (2000), na mesma fonte, apontam três metas ao projetar uma loja. A atmosfera deve combinar com a mercadoria e os preços. A disposição dos produtos deve facilitar a circulação e o acesso. E o espaço deve ser pensado para vender.
Do ponto de vista da gestão, o trabalho da UFAL cita Morgado e Gonçalves (1999). Para esses autores, o visual merchandising pode aumentar o giro do estoque, as vendas por metro quadrado e a saída dos itens mais rentáveis. Também pode reduzir a necessidade de remarcações e liquidações. São resultados possíveis, que dependem da execução.
O que isso muda na sua loja e por onde começar?
Uma pesquisa da PUC Minas com micro e pequenas empresas varejistas de Belo Horizonte concluiu que a maioria usava o merchandising sobretudo pela estética, para embelezar e organizar a loja. Apenas uma pequena parcela o usava de forma deliberada para gerar preferência, fidelizar clientes, vender mais ou atrair mais visitas. Para uma perfumaria independente, a lição é simples: a exposição bonita é o começo, não o fim.
Silva (2006), citada no trabalho da UFAL, sugere uma ordem de trabalho. Primeiro vem o layout, isto é, a divisão dos espaços e setores da loja. Depois vêm os expositores adequados a cada linha de produto. Por fim, entra a ergonomia da exposição: profundidade e quantidade certas, tamanho dos itens e graduação de cores.
Aplique na sua loja esta semana
1. Faça o caminho do cliente da calçada até o caixa e anote onde ele hesita ou não encontra o que procura. 2. Confira se cada setor da gôndola está agrupado de forma lógica, por categoria, uso ou cor. 3. Avalie a iluminação dos expositores e da vitrine. 4. Escolha um indicador para acompanhar depois de cada mudança, como o giro de uma categoria.
Perguntas frequentes
Merchandising e visual merchandising são a mesma coisa?
Não exatamente. Segundo a definição do POPAI citada por Blessa (2006), registrada na dissertação da USP, o merchandising costuma estar associado às técnicas visuais aplicadas no ponto de venda. O visual merchandising é uma ferramenta mais ampla, que cuida da imagem e da comunicação da loja como um todo.
Visual merchandising envolve só a visão?
Não. Com base em Morgado e Gonçalves (1999), o trabalho da UFAL inclui no conceito as cores, os aromas, os sons e o toque na mercadoria. Na mesma linha, Bitner (1992), citada pela USP, descreve o ambiente da loja como a soma de temperatura, ruído, odor, música, layout, mobiliário, sinalização, decoração e uniforme da equipe.
Fontes
- Marketing no Varejo de Moda: proposta de método de identificação de tecnologias aplicadas ao visual merchandising (USP, 2017) · academica
- Visual merchandising na arquitetura comercial de varejo: proposta para uma loja de cosméticos localizada no Maceió Shopping (UFAL) · academica
- Dissertação de Mestrado Profissional em Administração sobre merchandising no varejo de micro e pequeno porte (PUC Minas) · academica



