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Mito ou fato

“Loja pequena não precisa de CRM”: checagem sobre CRM no varejo de beleza

5 min de leitura · Marketing e CRM · Atualizado em 27/10/2026

Medium shot in a neighborhood beauty shop in the interior: a young Brazilian male owner with braids at the counter noting a regular customer
Imagem gerada por IA
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    VereditoENGANOSO

    A frase parte de algo verdadeiro, que é não precisar de equipe dedicada, e chega a uma conclusão errada, que é dispensar o cadastro e o uso dos dados de clientes.

    Em resumo

    Enganoso. Uma loja pequena não precisa de setor nem de profissional exclusivo para fazer CRM no varejo de beleza. Mas cadastrar clientes e usar o histórico de compra tem valor: um estudo de caso da UFRN, de 2025, feito numa rede supermercadista, aponta a retenção e o resgate de clientes como caminho de menor custo que campanhas para atrair novos.

    O que a frase “loja pequena não precisa de CRM” quer dizer?

    CRM é a sigla em inglês para gestão do relacionamento com o cliente. Na prática, é cadastrar quem compra, guardar o histórico e usar essas informações para vender de novo.

    A frase junta duas ideias diferentes. A primeira é que CRM seria coisa de empresa grande, com setor, analista e sistema próprios. A segunda é que, sem essa estrutura, não vale a pena cadastrar cliente nem olhar os dados. A primeira tem fundamento. A segunda não se sustenta.

    Por que essa ideia convence tanto lojista?

    Porque CRM costuma ser apresentado como um departamento. No estudo de caso da UFRN, de 2025, a rede varejista analisada recomenda que as lojas criem um setor de CRM. Mesmo assim, as lojas não são obrigadas a contratar pessoas específicas para essa função.

    O mesmo estudo mostra que, na prática, as tarefas de CRM são em sua maioria operacionais: gestão de ofertas para os clientes e gestão de produtos. Elas ficam divididas com outras funções, como o CPD (Centro de Processamento de Dados, que cuida das notas fiscais), o marketing, a TI, a subgerência, a gerência ou a direção.

    O estudo também registra que o nível de entendimento sobre a ferramenta varia muito entre as pessoas que a operam. Quem acha CRM complicado não está sozinho. Isso, porém, mostra uma dificuldade de uso, não uma falta de utilidade.

    O que é verdade e o que não é sobre CRM no varejo de beleza?

    Verdade: uma loja pequena não precisa de um setor de CRM nem de um profissional só para isso. O caso da UFRN mostra lojas que operam o CRM com tarefas divididas entre funções que já existem, inclusive a gerência e a direção.

    Não é verdade: dizer que o cadastro e os dados de clientes não fazem diferença. Segundo o estudo, os dados de CRM vão além do envio de ofertas. Eles ajudam a decidir desde as compras até a apresentação do produto no chão de loja. Também permitem ajustar o mix e a precificação.

    O estudo aponta ainda que usar os dados para reter e resgatar clientes pode custar menos que concentrar a verba em campanhas para conquistar clientes novos. Esse ponto conta para qualquer loja, de qualquer tamanho.

    Que contexto falta para avaliar essa afirmação?

    O estudo da UFRN trata de uma rede supermercadista, não de perfumarias. A lição que se aplica à loja de cosméticos é o método, não os números.

    O caso traz outro alerta. A rede já tinha muitos dados coletados, como compras, cadastro e canais de contato. O desafio passou a ser transformar esses dados em ações para cada loja. Ter cadastro não basta. O resultado é possível, mas depende da execução.

    Para orientar os lojistas, a rede criou um guia prático de análise, diagnóstico e plano de ação. Os objetivos do guia servem como critérios para escolher qualquer ferramenta de cadastro:

    • ser rápido e fácil de usar;
    • permitir medir o resultado;
    • caber na rotina de quem vai operar;
    • se adaptar ao estágio da loja.

    O guia também classifica as empresas em níveis de maturidade, começando pelo nível Iniciante. Começar simples é o caminho previsto, não um defeito.

    Como aplicar na sua loja esta semana?

    1. Defina quem cuida do cadastro. Não precisa ser alguém novo. Pode ser você, a gerente ou uma consultora de beleza. 2. Escolha poucos campos para começar: nome, contato e o que a cliente comprou. 3. Combine com a equipe que toda venda gera ou atualiza um cadastro. 4. Separe as clientes que não voltam há algum tempo e planeje uma ação de resgate. 5. Anote o resultado para comparar depois. Sem medir, você não sabe se a ação funcionou.

    Perguntas frequentes

    Qual é o melhor programa gratuito para cadastro de clientes?

    Esta página não faz ranking de ferramentas. Para escolher, use critérios práticos: o programa precisa ser rápido e fácil de usar, permitir medir resultados e se adaptar ao estágio da sua loja. A melhor ferramenta é a que sua equipe vai de fato usar todos os dias.

    Preciso contratar alguém para cuidar do CRM da loja?

    Não necessariamente. No estudo de caso da UFRN, de 2025, as lojas não eram obrigadas a ter um profissional específico. As tarefas de CRM ficavam divididas com funções que já existiam, como gerência, direção e marketing.

    CRM serve só para mandar promoção?

    Não. Segundo o mesmo estudo, os dados de CRM ajudam a decidir as compras, o mix, a precificação e a apresentação do produto na loja. Também orientam ações de retenção e resgate de clientes.

    Cadastrar clientes já garante mais vendas?

    Não. O caso analisado mostra que, mesmo com muitos dados coletados, o desafio é transformá-los em ações. O resultado é possível, mas depende da execução.

    Fontes

    1. Action: ferramenta de geração de insights com dados do CRM para inteligência estratégica de varejo — um estudo de caso (UFRN, Natal, 2025) · academica

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