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Contexto Trabalho acadêmico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas (FAU-UFAL), de Paula Rodrigues Coelho. As figuras foram elaboradas pela autora em 2021. O trabalho é uma proposta de visual merchandising para uma loja de cosméticos em um shopping center de Maceió. Visual merchandising é o planejamento da exposição de produtos e do ambiente da loja para orientar e estimular a compra. Trata-se de um projeto proposto, não de uma loja já em operação com resultados medidos.
Escolher o layout de uma loja de cosméticos em shopping center. O layout é a forma de distribuir gôndolas, expositores e corredores. A meta era que o percurso atraísse a cliente até o fundo da loja e funcionasse como um guia, e não como uma armadilha.
Comparar os tipos de layout apresentados por Malhotra (2014) e Morgan (2011). Cada tipo tem objetivos diferentes, que variam conforme a configuração do ambiente de compra.
Numa loja de beleza autosserviço com testers, o layout define se a cliente circula sozinha e encontra o que procura. Um estudo da FAU-UFAL de 2021 descreve seis opções: grade, percurso obrigatório, fluxo livre, butique, circular e arena. O estudo não trata de testers. Ele mostra que o layout em grade permite comprar sem ajuda de atendente.
O que fizeram
O estudo organiza as opções de layout em três grandes grupos:
1. Layout em grade ou corredores matriciais. Os móveis ficam dispostos em forma de matriz. É indicado para quem vende ampla variedade de mercadorias, porque facilita a compra planejada. É muito usado em lojas de autosserviço. Aproveita bem o espaço, padroniza os expositores, simplifica a organização do estoque e permite que a cliente compre sem ajuda de um atendente. 2. Layout de percurso obrigatório. O fluxo é predeterminado. A cliente passa por um único trajeto e vê as mercadorias na ordem que o lojista planejou. Isso aumenta a visibilidade de uma variedade de produtos e a chance de venda. 3. Layout de fluxo livre. É usado com mais frequência em lojas menores e exclusivas, onde a cliente entra também como lazer. Segundo Lewinson (1991), as disposições mais usadas são: - Butique: separa os tipos de mercadoria em áreas próprias, como várias "lojinhas" dentro da loja. Evita corredores labirínticos, gôndolas altas e produtos amontoados. - Circular: a cliente começa pelo lado direito, vai até o fundo e volta pelo lado esquerdo, com uma "ilha" no centro. Estimula tanto a compra por impulso quanto a planejada. - Arena: produtos mais baixos e expositores menores ficam no centro. Os mais altos ficam nos cantos e laterais. Assim, ao entrar, a cliente tem uma visão geral da loja sem barreiras.
Que layout favorece uma loja de beleza autosserviço com testers?
O estudo da FAU-UFAL não trata do uso de testers. Sobre o autosserviço, porém, é direto. O layout em grade é muito aplicado em lojas de autosserviço porque permite que a cliente compre sem ajuda de um atendente. Ele também padroniza os expositores e simplifica a organização do estoque.
Para uma loja de cosméticos em shopping center, o estudo também considera o fluxo livre. Esse tipo é mais frequente em lojas menores e exclusivas, nas quais a cliente entra como forma de lazer. A escolha depende do tamanho da loja e da forma como sua cliente compra.
Por que o ângulo da gôndola muda o que a cliente vê?
No layout circular, segundo Chou (2006) citado no estudo, as formas circulares e o ângulo das gôndolas transmitem uma sensação de ação e velocidade. Dependendo da angulação, a cliente pode observar até 75% dos produtos expostos. Uma gôndola em posição reta proporcionaria apenas a visualização de 25% dos produtos. A cliente encontra os itens com facilidade, e a compra por impulso é estimulada.
Quais são os riscos de cada tipo de layout?
O estudo aponta um risco claro no layout de percurso obrigatório. Como não é possível mudar de rota, a cliente pode ter uma sensação de aprisionamento. A solução indicada é criar atalhos que ofereçam trajetos alternativos.
Na disposição em butique, a proposta é evitar o que atrapalha a compra: corredores labirínticos, gôndolas altas e produtos amontoados. O objetivo geral, segundo o trabalho, é que o layout funcione como um guia, e não como uma armadilha.
Perguntas frequentes
Qual layout é mais usado em lojas de autosserviço?
Segundo o estudo da FAU-UFAL, é o layout em grade, ou de corredores matriciais. Ele aproveita bem o espaço, padroniza os expositores, simplifica o estoque e permite que a cliente compre sem ajuda de um atendente.
Qual layout combina com uma loja pequena de cosméticos?
O estudo indica que o layout de fluxo livre é usado com mais frequência em lojas menores e exclusivas, onde a cliente entra também para se distrair. As disposições mais comuns são butique, circular e arena.
O que é layout em arena?
É uma disposição com expositores de tamanhos diferentes. Os produtos mais baixos e os expositores menores ficam no centro. Os mais altos ficam nos cantos e laterais. Ao entrar, a cliente tem uma visão geral da loja sem barreiras.



