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Glossário

Cross merchandising

4 min de leitura · Categoria, gôndola e vitrine · Atualizado em 27/10/2026

Medium shot of a male stylist and a female colleague arranging an end display that mixes unlabeled perfume bottles, a scented candle, a trav
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    Em resumo

    Cross merchandising é a técnica de expor juntos, no mesmo ponto da loja, produtos complementares de famílias ou categorias diferentes. O objetivo é lembrar o cliente do que combina com o item que ele veio buscar e estimular a compra por impulso. Na literatura de merchandising, a técnica aparece como implantação cruzada ou exposição cênica.

    O que é cross merchandising e de onde vem a ideia?

    Merchandising é o conjunto de técnicas de exposição e comunicação no PDV (ponto de venda). Segundo artigo da revista Brazilian Journal of Marketing (Uninove), essas técnicas ficaram mais intensivas com o surgimento do autosserviço na década de 1930, nos Estados Unidos. Com o autosserviço, o cliente passou a ter contato direto com a mercadoria dentro da loja (Varotto, Uninove).

    O cross merchandising é uma dessas técnicas. Em trabalho da Universidad del Azuay que cita Palomares Borja (2013), ela aparece como implantação cruzada, em dois formatos (Universidad del Azuay):

    • Monocruzada: uma ou várias referências da mesma família, expostas junto a uma família de produtos complementares de outra categoria.
    • Multicruzada: várias referências de famílias e categorias diferentes, todas complementares, agrupadas no mesmo espaço de exposição.

    A mesma fonte descreve a exposição cênica. Nela, produtos complementares de famílias ou categorias distintas formam uma cena ou um ambiente de venda, com o fim de gerar compras por impulso. Cor, seleção de itens de impacto visual, composição harmônica e sazonalidade ajudam a montar essa cena.

    Como usar o cross merchandising na perfumaria?

    Uma loja de cosméticos já trabalha com categorias que conversam entre si. Em projeto de visual merchandising para uma loja de cosméticos, a Universidade Federal de Alagoas (2022) organiza o mix em cabelo, corpo, higiene pessoal, maquiagem, uso infantil, público masculino, unhas, acessórios e eletros. O mesmo trabalho destaca que acessórios e eletros costumam ser artigos de compra não planejada. Por isso ficam dispostos estrategicamente nos ambientes para aumentar as vendas (UFAL).

    A partir desse mix, alguns exemplos hipotéticos de combinação:

    • Cremes de pentear perto de prendedores, elásticos e tiaras (cabelo + acessórios).
    • Base e pó compacto perto de esponjas de maquiagem e pincéis (maquiagem + acessórios).
    • Shampoos e condicionadores perto de secadores e pranchas (cabelo + eletros).
    • Esmaltes junto de removedores, algodão e lixas (itens complementares dentro de unhas).

    A técnica não substitui a organização por categoria. Blessa (2010), citada em trabalho da UFRJ, lista o agrupamento como um dos cinco elementos de um bom planejamento de merchandising. Quando o cliente procura uma categoria, os itens similares devem estar perto (UFRJ). O cross merchandising costuma funcionar como um ponto extra ou uma cena complementar à gôndola principal. O resultado é possível, mas depende da execução.

    Aplique na sua loja esta semana

    1. Escolha uma categoria de alto giro e liste dois ou três itens que o cliente costuma usar junto com ela. 2. Monte um ponto de exposição com esses itens, com poucas referências e boa visibilidade. 3. Treine a equipe para mencionar o item complementar no atendimento. 4. Depois de algumas semanas, compare as vendas dos itens complementares e decida se mantém, ajusta ou troca a combinação.

    Quais são as confusões mais comuns sobre cross merchandising?

    Misturar tudo não é cross merchandising. Estudo de caso publicado na Redalyc mostra que muitos itens expostos ao mesmo tempo acabam se anulando. O cliente tem a sensação de olhar tudo e não ver nada. Nas lojas estudadas, a mistura de expositores de vários fornecedores gerava poluição visual e prejudicava as vendas (Redalyc). A combinação precisa ter lógica de uso para o cliente.

    Exposição em monte é recurso ocasional. A fonte da Universidad del Azuay descreve a forma multivrac: várias referências complementares expostas em massa e de forma desordenada, para comunicar uma oferta. O texto alerta que essa apresentação deve ser ocasional. Prolongá-la baixa o prestígio da loja (Universidad del Azuay).

    Display do fornecedor não resolve sozinho. O mesmo estudo da Redalyc registra expositores cedidos por fabricantes sendo usados sem critério e acumulados nos depósitos. A decisão sobre o que combinar e onde expor é do lojista. Ela deve partir do layout e do espaço da loja.

    Perguntas frequentes

    Cross merchandising é o mesmo que agrupar por categoria?

    Não. Agrupar por categoria coloca itens similares juntos. O cross merchandising coloca juntos produtos complementares de categorias diferentes, como um item de cabelo e um acessório.

    Qual é o objetivo do cross merchandising?

    Estimular a compra por impulso. O cliente encontra, ao lado do que veio buscar, um produto complementar que não estava planejado.

    Que tipo de produto funciona bem no cross merchandising em loja de cosméticos?

    Segundo projeto da UFAL (2022), acessórios e eletros costumam ser compras não planejadas. Por isso são bons candidatos a ficar perto das categorias com que combinam.

    Expor muitos produtos juntos aumenta as vendas?

    Não necessariamente. Estudo publicado na Redalyc mostra que o excesso de itens faz os produtos se anularem e pode prejudicar a venda.

    Fontes

    1. Trabalho de graduação em marketing - Universidad del Azuay (cita Palomares Borja, 2013) · academica
    2. Merchandising – Estudo de caso sobre um novo conceito de exposição dos produtos Adams no varejo (Redalyc) · academica
    3. Visual merchandising na arquitetura comercial de varejo: proposta para uma loja de cosméticos (UFAL, 2022) · academica
    4. Trabalho de conclusão em Administração - UFRJ (cita Blessa, 2010) · academica
    5. Varejo no Brasil – resgate histórico e tendências (Brazilian Journal of Marketing, Uninove) · academica

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