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Pergunta

O que é varejo? Exemplos para quem tem loja de beleza

4 min de leitura · O negócio da perfumaria · Atualizado em 27/10/2026

Isometric city block showing different beauty retail formats side by side: a small perfumery, a mall kiosk, a larger store, and a delivery s
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    Em resumo

    Varejo é a venda de mercadorias diretamente ao consumidor final, o último elo da cadeia entre produtor e consumidor, segundo o MDIC. Exemplos na beleza: perfumaria, loja de cosméticos, farmácia, supermercado, venda direta e e-commerce. No Brasil, o comércio varejista corresponde à Divisão 47 da CNAE e pode ocorrer em loja física ou fora dela.

    Quais são os exemplos de varejo no setor de beleza?

    O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços define o varejo como o elo final da cadeia de distribuição entre produtor e consumidor. A classificação brasileira de atividades (CNAE) reconhece que o varejo funciona em loja ou fora de loja. Ela organiza os estabelecimentos pela gama de produtos vendidos.

    Na beleza, os principais formatos são:

    • Loja especializada: concentra-se em uma categoria. Exemplos são a perfumaria, a loja de cosméticos e a loja de maquiagem.
    • Varejo não especializado: vende várias categorias, e a beleza é uma delas. Exemplos são a loja de departamentos, o supermercado e o hipermercado. A CNAE inclui estabelecimentos desse tipo que oferecem cosméticos entre outras linhas.
    • Farmácia e drogaria: é especializada em produtos farmacêuticos e pode vender cosméticos, higiene pessoal e perfumaria.
    • Loja de conveniência: tem oferta limitada e foca na compra rápida.
    • Venda direta: a venda é feita por revendedores ou consultoras, sem depender de loja tradicional.
    • Comércio eletrônico: a venda acontece por site, aplicativo, marketplace ou social commerce.
    • Omnichannel: integra a loja física e os canais digitais. Um exemplo é a compra on-line com retirada na loja.
    • Varejo profissional: atende cabeleireiros, manicures e esteticistas.

    A ABIHPEC descreve a beleza como uma cadeia que reúne indústria, varejo e serviços. Os produtos chegam ao consumidor por farmácias, supermercados, varejo especializado, comércio eletrônico, venda direta e estabelecimentos profissionais.

    Qual é a diferença entre varejo e atacado?

    Três critérios costumam separar o varejo do atacado:

    • Cliente: no varejo, o comprador é o consumidor final. No atacado, são empresas ou revendedores.
    • Quantidade: o varejo vende em pequenas quantidades. O atacado trabalha com volumes maiores.
    • Finalidade: no varejo, o produto vai para consumo ou uso pessoal. No atacado, vai para revenda ou uso empresarial.

    A mesma empresa pode exercer as duas funções. Em consulta de 2026, a Secretaria da Fazenda de São Paulo registrou o caso de uma empresa com atividade principal no atacado de cosméticos e perfumaria. Essa empresa tinha como atividade secundária o varejo de cosméticos, perfumaria e higiene pessoal.

    Na prática, a sua loja muda de posição conforme a operação:

    • Quando vende ao consumidor final, ela é varejista.
    • Quando compra para revender, ela é cliente de atacadistas ou distribuidores.
    • Quando vende em volume para outros estabelecimentos, pode exercer função atacadista.

    O que define a operação é a finalidade e o destinatário da venda, não o nome da loja.

    O que isso muda na sua loja?

    Saber em que formato você atua ajuda a enxergar com quem o seu cliente divide as compras.

    Um estudo publicado em 2011 na REMark, a Revista Brasileira de Marketing, ouviu 400 respondentes em São Paulo, Ribeirão Preto e Orlândia. Os resultados mostram onde essas pessoas compravam cada categoria:

    • Os produtos de perfumaria eram comprados mais em lojas especializadas (27,7%).
    • Higiene pessoal e cosméticos eram comprados principalmente em farmácias e drogarias (27,16% e 24,23%).

    Os próprios autores avisam que essa amostra não pode ser generalizada para toda a população.

    Aplique na sua loja esta semana

    1. Liste os formatos onde o seu cliente também compra beleza, como farmácia, supermercado, venda direta e internet. 2. Separe no seu controle as vendas ao consumidor final e as vendas a profissionais, como cabeleireiros, manicures e esteticistas. 3. Confira com o seu contador se a atividade registrada no CNPJ corresponde ao que a loja realmente faz.

    Conteúdo informativo, não substitui contador ou advogado.

    Perguntas frequentes

    Perfumaria é varejo?

    Sim, quando vende ao consumidor final. Pela definição do MDIC, a perfumaria ocupa o último elo comercial antes do consumidor. Ela compra de fabricantes, distribuidores ou atacadistas, expõe os produtos, orienta o cliente e vende em pequenas quantidades.

    Existe CNAE específico para loja de cosméticos?

    Sim. A CNAE, dentro da Divisão 47, tem uma subclasse para o comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal.

    Vender pela internet também é varejo?

    Sim. A CNAE reconhece que o varejo pode ocorrer em loja ou fora dela. A ABIHPEC cita o comércio eletrônico e a venda direta entre os canais pelos quais os produtos de beleza chegam ao consumidor.

    Fontes

    1. MDIC – O setor de comércio · oficial
    2. IBGE – Estrutura detalhada da CNAE 2.0 / CNAE Fiscal · oficial
    3. IBGE Concla – CNAE classe 47130 · oficial
    4. Sefaz-SP – Resposta à Consulta 33646/2026 · oficial
    5. ABIHPEC – Perfil do consumidor de cosméticos no Brasil · organizacion
    6. REMark – Comportamento do consumidor e os atributos que sinalizam as preferências dos formatos de varejo no setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (2011) · academica

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