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Varejo é a venda de mercadorias diretamente ao consumidor final, o último elo da cadeia entre produtor e consumidor, segundo o MDIC. Exemplos na beleza: perfumaria, loja de cosméticos, farmácia, supermercado, venda direta e e-commerce. No Brasil, o comércio varejista corresponde à Divisão 47 da CNAE e pode ocorrer em loja física ou fora dela.
Quais são os exemplos de varejo no setor de beleza?
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços define o varejo como o elo final da cadeia de distribuição entre produtor e consumidor. A classificação brasileira de atividades (CNAE) reconhece que o varejo funciona em loja ou fora de loja. Ela organiza os estabelecimentos pela gama de produtos vendidos.
Na beleza, os principais formatos são:
- Loja especializada: concentra-se em uma categoria. Exemplos são a perfumaria, a loja de cosméticos e a loja de maquiagem.
- Varejo não especializado: vende várias categorias, e a beleza é uma delas. Exemplos são a loja de departamentos, o supermercado e o hipermercado. A CNAE inclui estabelecimentos desse tipo que oferecem cosméticos entre outras linhas.
- Farmácia e drogaria: é especializada em produtos farmacêuticos e pode vender cosméticos, higiene pessoal e perfumaria.
- Loja de conveniência: tem oferta limitada e foca na compra rápida.
- Venda direta: a venda é feita por revendedores ou consultoras, sem depender de loja tradicional.
- Comércio eletrônico: a venda acontece por site, aplicativo, marketplace ou social commerce.
- Omnichannel: integra a loja física e os canais digitais. Um exemplo é a compra on-line com retirada na loja.
- Varejo profissional: atende cabeleireiros, manicures e esteticistas.
A ABIHPEC descreve a beleza como uma cadeia que reúne indústria, varejo e serviços. Os produtos chegam ao consumidor por farmácias, supermercados, varejo especializado, comércio eletrônico, venda direta e estabelecimentos profissionais.
Qual é a diferença entre varejo e atacado?
Três critérios costumam separar o varejo do atacado:
- Cliente: no varejo, o comprador é o consumidor final. No atacado, são empresas ou revendedores.
- Quantidade: o varejo vende em pequenas quantidades. O atacado trabalha com volumes maiores.
- Finalidade: no varejo, o produto vai para consumo ou uso pessoal. No atacado, vai para revenda ou uso empresarial.
A mesma empresa pode exercer as duas funções. Em consulta de 2026, a Secretaria da Fazenda de São Paulo registrou o caso de uma empresa com atividade principal no atacado de cosméticos e perfumaria. Essa empresa tinha como atividade secundária o varejo de cosméticos, perfumaria e higiene pessoal.
Na prática, a sua loja muda de posição conforme a operação:
- Quando vende ao consumidor final, ela é varejista.
- Quando compra para revender, ela é cliente de atacadistas ou distribuidores.
- Quando vende em volume para outros estabelecimentos, pode exercer função atacadista.
O que define a operação é a finalidade e o destinatário da venda, não o nome da loja.
O que isso muda na sua loja?
Saber em que formato você atua ajuda a enxergar com quem o seu cliente divide as compras.
Um estudo publicado em 2011 na REMark, a Revista Brasileira de Marketing, ouviu 400 respondentes em São Paulo, Ribeirão Preto e Orlândia. Os resultados mostram onde essas pessoas compravam cada categoria:
- Os produtos de perfumaria eram comprados mais em lojas especializadas (27,7%).
- Higiene pessoal e cosméticos eram comprados principalmente em farmácias e drogarias (27,16% e 24,23%).
Os próprios autores avisam que essa amostra não pode ser generalizada para toda a população.
Aplique na sua loja esta semana
1. Liste os formatos onde o seu cliente também compra beleza, como farmácia, supermercado, venda direta e internet. 2. Separe no seu controle as vendas ao consumidor final e as vendas a profissionais, como cabeleireiros, manicures e esteticistas. 3. Confira com o seu contador se a atividade registrada no CNPJ corresponde ao que a loja realmente faz.
Conteúdo informativo, não substitui contador ou advogado.
Perguntas frequentes
Perfumaria é varejo?
Sim, quando vende ao consumidor final. Pela definição do MDIC, a perfumaria ocupa o último elo comercial antes do consumidor. Ela compra de fabricantes, distribuidores ou atacadistas, expõe os produtos, orienta o cliente e vende em pequenas quantidades.
Existe CNAE específico para loja de cosméticos?
Sim. A CNAE, dentro da Divisão 47, tem uma subclasse para o comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal.
Vender pela internet também é varejo?
Sim. A CNAE reconhece que o varejo pode ocorrer em loja ou fora dela. A ABIHPEC cita o comércio eletrônico e a venda direta entre os canais pelos quais os produtos de beleza chegam ao consumidor.
Fontes
- MDIC – O setor de comércio · oficial
- IBGE – Estrutura detalhada da CNAE 2.0 / CNAE Fiscal · oficial
- IBGE Concla – CNAE classe 47130 · oficial
- Sefaz-SP – Resposta à Consulta 33646/2026 · oficial
- ABIHPEC – Perfil do consumidor de cosméticos no Brasil · organizacion
- REMark – Comportamento do consumidor e os atributos que sinalizam as preferências dos formatos de varejo no setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (2011) · academica



