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Mito ou fato

“Planograma é só para supermercado”: e na gôndola de cosméticos?

4 min de leitura · Categoria, gôndola e vitrine · Atualizado em 27/10/2026

High-angle wide shot of a cosmetics aisle in a mall perfumery: a female manager in her thirties on a small step stool arranging generic unla
Imagem gerada por IA
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    VereditoSEM CONTEXTO

    O planograma aparece muito em estudos de supermercado, mas isso reflete onde a pesquisa foi feita, não um limite da ferramenta.

    Em resumo

    Não há base para dizer que planograma é só para supermercado. Uma tese da Aalto University usou dados de um varejista europeu de alimentos e trata isso como limite. Ela pede testes em outros setores e categorias. A lógica descrita é de varejo: mudar a gôndola afeta visibilidade, acesso e vendas. Isso inclui a gôndola de cosméticos.

    Como a ideia de que planograma é só para supermercado circula?

    Planograma é o desenho que define onde cada produto fica na prateleira e quanto espaço ele ocupa. Muita gente só ouve falar dele no contexto do supermercado. Uma dúvida comum de busca é "O que é um planograma no mercado?".

    Daí nasce a conclusão de que a ferramenta pertence às grandes redes de alimentos. Por essa leitura, uma perfumaria ou loja de cosméticos pequena não precisaria dela.

    Por que essa afirmação convence?

    Ela tem um fundo real. A tese Performance Impact of Shelf Space Planning Localization, publicada no repositório da Aalto University, trabalhou com dados de um varejista regional europeu de alimentos. Os dados cobriam uma única categoria de produto.

    A própria tese também fala em software comercial de planograma e em automação. Ela afirma que gerar planogramas por loja de forma manual não é viável para grandes varejistas. Esse vocabulário reforça a imagem de algo feito para redes grandes.

    O detalhe que costuma se perder é este: o autor apresenta o foco em supermercado como uma limitação do estudo, não como uma regra.

    O que o planograma muda na gôndola de cosméticos?

    O que é verdade. Boa parte da evidência citada vem do varejo de alimentos. Por isso, não existem números do setor de beleza neste estudo que você possa usar como referência direta.

    O que não se sustenta. A tese não diz que o planograma só serve para supermercado. Ela recomenda validar os resultados em outros setores do varejo, outras regiões e outras categorias de produto.

    Por que a lógica serve para você. O texto descreve efeitos gerais do ponto de venda. Mudar o planograma pode afetar a visibilidade, o acesso ao produto e a experiência de compra, e isso tem impacto nas vendas. Na gôndola de cosméticos vale o mesmo raciocínio. O que o cliente vê e alcança com facilidade pesa na decisão de compra.

    A tese também afirma que o planograma específico por loja pode melhorar muito o aproveitamento do espaço da prateleira e a disponibilidade do produto, ou seja, ter o item na gôndola quando o cliente procura. Ela compara dois caminhos. Planogramas mais genéricos trazem eficiência operacional. Planogramas mais locais acompanham melhor a demanda da região e podem melhorar vendas e disponibilidade.

    Que cuidados a pesquisa aponta antes de adotar um planograma?

    A tese é honesta sobre os próprios limites, e eles ajudam a ler o tema com calma:

    • A análise ficou no plano hipotético. Os planogramas gerados não foram implantados em loja real.
    • O estudo supôs que as vendas ficariam constantes mesmo com a mudança da gôndola. O próprio autor reconhece que isso simplifica a realidade.
    • O resultado depende de dois fatores: maturidade no planejamento de espaço e cumprimento do planograma. Cumprimento quer dizer que a gôndola, na prática, fica igual ao desenho.

    O autor sugere implantar por etapas. A ideia é começar com poucas categorias ou lojas piloto, medir o ganho e só depois ampliar. Para uma loja independente, isso se traduz em começar pequeno e conferir o resultado antes de expandir. O resultado possível depende da execução.

    Como aplicar o planograma na sua loja esta semana?

    1. Escolha uma categoria só, como cabelo, perfume ou maquiagem, e comece por ela. 2. Desenhe em uma folha como a gôndola dessa categoria deve ficar: posição de cada item e espaço de cada um. 3. Monte a gôndola conforme o desenho e tire uma foto de referência. 4. Combine com a equipe uma conferência semanal. A gôndola real está igual à foto? Faltou algum produto? 5. Anote as faltas e as vendas da categoria por algumas semanas. Só então decida se ajusta o desenho ou leva o método para outra categoria.

    Perguntas frequentes

    Preciso de software para fazer um planograma?

    A tese da Aalto University associa a necessidade de automação a varejistas grandes, que fazem planogramas por loja em escala. Ela não trata de lojas pequenas. Para uma categoria em uma única loja, um desenho simples já permite testar o método.

    Existe dado que prove ganho de vendas com planograma em perfumaria?

    O estudo citado aqui não traz dados do setor de beleza. Ele usou dados de um varejista de alimentos e recomenda testes em outros setores. O que ele sustenta é a lógica: a disposição da gôndola afeta visibilidade, acesso e vendas.

    Planograma genérico ou feito para a minha loja?

    Segundo a tese, planogramas genéricos trazem eficiência operacional. Os mais locais acompanham melhor a demanda da região e podem melhorar vendas e disponibilidade. A escolha depende de qual indicador é mais importante para a sua categoria.

    Por que o planograma pode não funcionar na prática?

    Um motivo frequente é a gôndola real não seguir o desenho. A tese aponta o cumprimento do planograma como condição para obter os benefícios, ao lado da maturidade no planejamento de espaço.

    Fontes

    1. Performance Impact of Shelf Space Planning Localization (Aaltodoc, Aalto University) · academica

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