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Guia prático

Como aplicar visual merchandising na loja de beleza

7 min de leitura · Categoria, gôndola e vitrine · Atualizado em 27/10/2026

Wide shot from the sidewalk at dusk of a perfumery display window with tiered pedestals, unlabeled bottles, soft spotlights and fabric drape
Imagem gerada por IA
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    Para quem é Donos e gerentes de perfumarias e lojas de cosméticos, e quem cuida da exposição, da vitrine e da gôndola no dia a dia da loja.

    Em resumo

    Visual merchandising na loja de beleza é o conjunto de elementos visíveis e sensoriais do PDV: fachada, vitrine, layout, iluminação, cores, aromas, sons e exposição. Para aplicar, defina primeiro a imagem que a loja quer passar, depois organize o layout e a circulação, escolha expositores adequados a cada linha, ilumine os produtos e permita o toque.

    Passo a passo

    1. Defina a imagem que a loja quer transmitir

      Antes de mexer em móvel ou luz, responda: para quem é a sua loja e o que ela quer comunicar? Segundo Fernandes (2007), citado em trabalho de conclusão da UFAL, o projeto de varejo começa por essa definição, pelo histórico da empresa e pela análise da concorrência.

      Na dissertação da USP, Levy e Weitz (2000) alertam: o cliente tem dificuldade em julgar o produto quando o ambiente físico é incompatível com a mercadoria ou com os preços.

    2. Planeje o layout e a circulação

      Silva (2006), citada no trabalho da UFAL, indica que o visual merchandising começa pelo layout: os espaços e setores da loja, estudados em planta. Desenhe a loja numa folha e marque por onde a cliente entra, para onde vai e onde ela para.

      O objetivo, segundo Guidé, Hervé e Sackrider (2009), citados na dissertação da USP, é facilitar o percurso da cliente para que ela conheça o ponto de venda, os produtos e as ofertas. Levy e Weitz (2000) acrescentam que a mercadoria deve estar disposta de forma a facilitar a movimentação e o acesso.

    3. Agrupe os produtos de forma lógica

      Guidé, Hervé e Sackrider (2009) recomendam segmentar os produtos e agrupá-los por formas, cores e materiais. Isso aumenta a legitimidade da oferta e facilita o encontro da cliente com a mercadoria.

      Na loja de beleza, isso significa organizar a gôndola por categoria e por uso (cabelo, maquiagem, pele, corpo, perfume), de modo que a cliente encontre o que procura sem pedir ajuda.

    4. Escolha expositores adequados a cada linha

      Depois do layout vêm os expositores, isto é, os equipamentos e móveis onde o produto fica. Segundo Silva (2006), eles devem ser adequados a cada linha de produto.

      Observe a ergonomia e a forma de exposição: profundidade e quantidade adequadas, considerando o tamanho dos itens e a sua graduação cromática. Em maquiagem, por exemplo, isso se traduz em tons organizados em sequência, fáceis de comparar.

    5. Ilumine para destacar o produto

      Silva (2006) afirma que os displays devem ser bem executados e iluminados para potencializar o efeito da vitrine, a ponto de ela conseguir substituir a presença física do vendedor e mostrar opções e combinações.

      O trabalho da UFAL apresenta tipos de iluminação usados em lojas de cosméticos: geral, linear ou de orientação, direcionável, indireta nos produtos e de especialidade. Combine uma luz geral confortável com luz dirigida aos pontos que você quer destacar.

    6. Cuide dos sentidos além da visão

      Para Morgado e Gonçalves (1999), citados no trabalho da UFAL, o visual merchandising vai além da visão. Ele inclui as cores e suas influências psicológicas, os aromas e suas associações, os sons e chamadas auditivas, e a aproximação com a mercadoria pelo toque.

      Na prática, deixe produtos acessíveis para a cliente pegar e experimentar. A dissertação da USP cita Bitner (1992): temperatura, barulho, odor e música fazem parte do ambiente físico e precisam comunicar a que público a loja se dirige.

    7. Alinhe equipe, sinalização e atendimento

      Bitner (1992) inclui no ambiente do PDV os sinais, símbolos e artefatos (sinalização interna, decoração, uniforme da equipe) e também o ambiente social, ou seja, as interações entre equipe e clientes.

      Guidé, Hervé e Sackrider (2009) lembram que a noção de qualidade se traduz pelos produtos, pelo ponto de venda e pelas equipes de venda. Combine com a equipe como manter a exposição arrumada e como orientar a cliente na loja.

    O que é visual merchandising na loja de beleza?

    Bernardino, Pacanowski e Khoury (2012), citados em dissertação da USP, definem o visual merchandising como a união de todos os elementos visuais do varejo, ou seja, tudo o que é visível ao consumidor. O termo também aparece como atmosfera da loja ou design store.

    A mesma dissertação descreve a função dessa área: identificar, controlar, ambientar, acomodar e promover os produtos dentro do ponto de venda. Ela também cuida dos projetos externos, como letreiro, fachada e vitrine.

    Segundo a definição do POPAI citada por Blessa (2006), o merchandising costuma ser associado às características visuais e técnicas aplicadas no ponto de venda, enquanto o visual merchandising é uma ferramenta mais ampla.

    O que o visual merchandising muda na sua loja?

    Morgado e Gonçalves (1999), citados no trabalho da UFAL, apontam efeitos administrativos: aumento da rotatividade de estoque, das vendas por metro quadrado e da saída das mercadorias mais rentáveis, com menor necessidade de remarcação e liquidações.

    O trabalho da Unifesp cita Guimarães (2003): cor, embalagem, layout, exposição e iluminação podem ter efeito mais imediato na decisão de compra do que fatores de marketing que não estão no ponto de venda. Beltrán (2014), citado no mesmo trabalho, afirma que essas ações afetam diretamente a compra não planejada.

    Blessa (2006, p. 65), citada na dissertação da USP, afirma que "a decisão no PDV do mundo é de 85%". São resultados possíveis, que dependem da execução.

    Quais tipos de layout e de iluminação existem?

    O trabalho da UFAL apresenta cinco formatos de layout:

    • Matricial: corredores em grade.
    • Trajeto obrigatório e alternativo: um percurso principal com opções de desvio.
    • Butique: espaço dividido em ambientes menores.
    • Circular ou estrela: circulação em torno de um ponto central.
    • Arena: organização em níveis ao redor de um centro.

    O mesmo trabalho divide o espaço de compra em zonas, com base em Morgan (2011). Na iluminação, apresenta os tipos geral, linear ou de orientação, direcionável, indireta e de especialidade. Escolha o formato que cabe no tamanho da sua loja e no fluxo de clientes que você observa.

    Como aplicar na sua loja esta semana?

    1. Escreva em uma frase para quem é a sua loja e qual imagem ela deve passar. 2. Desenhe a planta da loja e marque o caminho que as clientes fazem hoje. 3. Revise uma gôndola: agrupe por categoria e uso, ajuste profundidade e quantidade, organize tons em sequência. 4. Verifique a luz dos displays e da vitrine. Anote onde há sombra sobre o produto. 5. Deixe produtos acessíveis ao toque e observe se as clientes experimentam. 6. Avalie aroma, música e temperatura: combinam com o público que você definiu? 7. Combine com a equipe uma rotina diária de arrumação da exposição.

    Erros comuns

    • Começar pela decoração sem definir antes para quem a loja é e qual imagem ela quer passar.
    • Montar um ambiente incompatível com a mercadoria ou com os preços praticados.
    • Lotar prateleiras sem considerar profundidade, quantidade e tamanho dos itens.
    • Deixar displays e vitrine mal iluminados, o que tira o efeito da exposição.
    • Pensar só no visual e esquecer aroma, som, temperatura e a possibilidade de tocar o produto.
    • Organizar produtos sem lógica de categoria, uso ou cor, o que dificulta a cliente encontrar o que procura.

    Perguntas frequentes

    O que faz um VM de loja?

    O profissional de visual merchandising destaca os produtos para torná-los mais visíveis e atraentes e aumentar sua rotatividade. Ele cuida da ambientação e da exposição no PDV, além de letreiro, fachada e vitrine, e ajuda a unificar a imagem da loja, segundo dissertação da USP.

    Quais são os tipos de merchandising?

    As fontes consultadas descrevem dois tipos. Segundo Beltrán (2014), o merchandising visual busca tornar o produto atrativo no ponto de venda, e o merchandising de gestão abrange o plano estratégico para satisfazer o consumidor e alcançar rentabilidade. Pela definição do POPAI, o visual merchandising é mais amplo que o merchandising.

    Como decorar uma loja de perfumes e cosméticos?

    Comece pela imagem que a loja quer passar e pelo público. Depois planeje o layout, escolha expositores adequados a cada linha, ilumine bem os displays e cuide de cores, aromas, sons e do toque no produto. O trabalho da UFAL cita o uso de elementos de cenário que contam uma história ligada ao produto.

    Qual o cheiro ideal para uma loja de beleza?

    As pesquisas citadas não indicam um aroma específico. Elas afirmam que aroma, sons, temperatura e cores devem ser planejados para comunicar a que público e segmento a loja se dirige. Escolha o aroma pela coerência com a imagem da sua loja e evite que ele atrapalhe a experimentação de perfumes.

    Quais fatores de design o varejista deve priorizar?

    Segundo Levy e Weitz (2000), três objetivos: uma atmosfera coerente com a imagem e a estratégia da loja, uma disposição que facilite a movimentação e o acesso à mercadoria, e a produtividade do espaço para melhorar as vendas.

    Fontes

    1. Marketing no Varejo de Moda: proposta de método de identificação de tecnologias aplicadas ao visual merchandising (dissertação, USP) · academica
    2. Visual merchandising na arquitetura comercial de varejo: proposta para uma loja de cosméticos localizada no Maceió Shopping (UFAL) · academica
    3. Trade marketing e a influência na decisão de compra do shopper (Unifesp, 2021) · academica

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