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Categorias de skincare: o que a sua loja precisa saber para vender

5 min de leitura · Beleza e tendências · Atualizado em 27/10/2026

Overhead flatlay of unlabeled skincare jars, serums and tubes arranged in four zones on a pale surface, each zone with different color swatc
Imagem gerada por IA
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    Em resumo

    As categorias de skincare mais comuns na loja são limpeza, esfoliante, tônico, sérum, hidratante, área dos olhos, máscara e protetor solar. Elas se dividem entre cuidados faciais e corporais. Para vender bem, a consultora de beleza liga cada categoria ao tipo de pele e à idade da cliente, sem prometer resultado.

    Quais são as categorias de skincare?

    Skincare é o conjunto de produtos de cuidado com a pele. A ABIHPEC, associação da indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, separa o tema em três grandes grupos no regulamento do seu prêmio de 2017:

    • Cuidados com a pele facial: hidratante, limpeza, demaquilante, tônico, produtos para os olhos, anti-idade, nutritivo, máscara, antiacne, sérum, esfoliante e sabonetes sólidos ou líquidos.
    • Cuidados com a pele corporal: hidratantes, óleos de massagem e de banho, pós-sol, esfoliante, produtos para mãos e pés e sabonetes.
    • Protetor solar: produtos que ajudam a proteger a pele da radiação ultravioleta, em creme, óleo, spray, aerosol ou para lábios.

    Um trabalho da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp lista os produtos de uso em casa (home care) que formam uma linha facial e corporal: sabonete líquido facial, gel esfoliante, tônico, creme nutritivo e hidratante, gel creme para o contorno dos olhos, gel sérum antissinais, gel creme facial com FPS 30 e loção corporal com filtro solar.

    O que isso muda na sua loja: organizar a gôndola por esses grupos ajuda a cliente a se localizar e ajuda a equipe a sugerir o item que falta no cuidado diário dela.

    O que são ativos como vitamina C, retinol e ácido hialurônico?

    Ativo é a substância da fórmula que tem uma função específica na pele. O trabalho da Unesp chama de cosmecêuticos as preparações com efeito cosmético e algum grau de ação fisiológica. Entre os ativos citados estão despigmentantes, filtros solares, vitaminas, antioxidantes, minerais, hidroxiácidos, proteínas e hidratantes. O mesmo trabalho classifica o ácido hialurônico como um mucopolissacarídeo, uma substância presente na estrutura da pele que alguns ativos buscam imitar ou potencializar.

    Uma revisão sobre tecnologias de entrega de ativos mostra vitamina C, retinol e ácido hialurônico entre os ativos mais presentes em séruns e cremes de dermocosméticos. Segundo a revisão, os lipossomas estão entre as tecnologias mais usadas na manipulação para levar vitaminas A e E, coenzima Q10 e vitamina C à pele.

    Cuidado no atendimento: o trabalho da Unesp lembra que a indústria cosmética não pode, por lei, lançar produtos que causem alterações profundas na estrutura e no funcionamento da pele. A comprovação de eficácia exige estudos clínicos controlados. Na loja, a consultora explica para que serve cada categoria e repete apenas o que está no rótulo. Ela não promete resultado nem trata o produto como remédio.

    Como os tipos de pele e a idade organizam a venda de skincare?

    O Caderno de Tendências da ABIHPEC aponta a segmentação por tipo de pele, como pele mista ou oleosa, como uma tendência que surge com força, inclusive no protetor solar.

    O mesmo caderno destaca a idade como critério. Os produtos anti-age são cada vez mais valorizados. Para o público a partir dos 30 anos, que o caderno aponta como marco do início do uso desse item, firma-se a tendência de associar filtro solar à fórmula anti-age.

    O que isso muda na sua loja: a consultora de beleza começa o atendimento perguntando como a cliente sente a própria pele e qual cuidado ela já usa. A sugestão vem depois, dentro da categoria certa.

    Quais são as tendências do mercado de skincare no Brasil?

    Segundo dados da ABIHPEC citados no trabalho da Unesp, o mercado brasileiro de cosméticos, perfumaria e higiene pessoal faturou R$101,7 bilhões em 2014, com crescimento nominal de 11%. O mesmo trabalho aponta o Brasil como o terceiro maior mercado do mundo, atrás de Estados Unidos e Japão.

    O trabalho também registra mudanças no padrão de consumo. Os sabonetes em barra estão sendo substituídos pelos líquidos. Os cremes hidratantes para o rosto evoluíram para itens mais específicos, como os séruns antirrugas.

    O Caderno de Tendências da ABIHPEC indica que a proteção solar foi o segmento que mais cresceu nos últimos anos no Brasil, puxado pela maior conscientização sobre a pele. Segundo a Pesquisa Multi VI, citada no caderno, o protetor é usado primeiro no rosto e depois no corpo. O caderno também mostra que os esfoliantes têm boa aceitação no Centro-Oeste e no Sul. Para lançamentos de cuidados com o rosto, ele aponta amostragem e demonstração como boas estratégias.

    Como aplicar na sua loja esta semana?

    1. Revise a gôndola e separe facial, corporal e proteção solar, como fazem as categorias da ABIHPEC. 2. Coloque o protetor solar facial perto dos itens de rosto, já que o uso começa no rosto. 3. Sinalize o tipo de pele indicado no rótulo, como pele mista ou oleosa, para facilitar a escolha. 4. Treine a equipe para explicar a função de cada categoria sem prometer resultado. 5. Separe amostras ou testadores dos itens de rosto para a cliente experimentar. 6. Confira se todos os produtos estão regularizados na Anvisa, exigência lembrada pela ABIHPEC.

    Perguntas frequentes

    Protetor solar faz parte do skincare?

    Sim. A ABIHPEC trata o protetor solar como categoria própria de cuidado com a pele, com versões em creme, óleo, spray, aerosol e para lábios. O Caderno de Tendências da entidade aponta a proteção solar como o segmento que mais cresceu nos últimos anos no Brasil.

    Quais tipos de sérum aparecem no mercado?

    O trabalho da Unesp cita o sérum antissinais entre os produtos faciais de uso em casa e registra a evolução dos hidratantes de rosto para séruns antirrugas. A revisão sobre tecnologias de entrega mostra séruns concentrados com ativos como vitamina C e retinol.

    Todo produto de skincare precisa estar regularizado na Anvisa?

    Sim. A ABIHPEC lembra que todos os produtos devem estar regularizados na Anvisa. O Caderno de Tendências cita, por exemplo, loções de limpeza e esfoliantes com registro Grau I. Antes de expor um item, confira a regularização.

    Fontes

    1. Regulamento 2017 - Prêmio ABIHPEC · organizacion
    2. Caderno de Tendências - ABIHPEC · organizacion
    3. Unesp - Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara · academica
    4. Tecnologias de entrega de ingredientes ativos aplicados a dermocosméticos · academica

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