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Medidas de gôndola e expositores na loja de cosméticos: tipos, alturas e níveis de exposição

7 min de leitura · Categoria, gôndola e vitrine · Atualizado em 27/10/2026

Medium shot of a Brazilian male manager in his forties crouching with a tape measure against a shelf unit in a perfumery, a female colleague
Imagem gerada por IA
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    Em resumo

    Não existe uma única medida de gôndola. Estudos de varejo dividem a exposição em níveis: chão até 50 cm, mãos entre 50 e 80 cm, olhos entre 80 e 170 cm e cabeça acima de 170 cm. O nível dos olhos é o mais valorizado. Em loja de cosméticos, móveis mais baixos ajudam o cliente a alcançar a última prateleira.

    Quais tipos de gôndola e expositor existem na loja de cosméticos?

    Um trabalho de arquitetura comercial da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) reúne os móveis mais comuns no varejo de beleza, com base em autores como Morgan (2011) e Angeli (2017), que cita Bailey e Baker (2014).

    • Gôndolas: feitas em diversos materiais, normalmente com rodas para facilitar o deslocamento pela loja.
    • Mesas expositoras: facilitam o contato do cliente com o produto. Podem ficar logo após a área de maior destaque da entrada para mostrar promoções, ou espalhadas pela loja para quebrar a monotonia de expositores grandes. Morgan sugere combinar duas mesas, uma mais baixa e outra mais alta, porque chamam mais atenção do que uma só.
    • Estantes, prateleiras fixas e nichos: aparecem em vários formatos e tamanhos. Os nichos servem para separar produtos por categoria.
    • Expositores especiais: feitos para destacar um produto especial ou em promoção.
    • Expositores com assinatura da marca: muito usados em lojas multimarcas, com telas de vídeo ou elementos gráficos.
    • Mobiliário cenográfico: armários, cristaleiras, baús e engradados, que expõem mercadoria e criam ambiente.
    • Balcões: de caixa e de empacotamento, além de assentos e móveis temporários.

    Na proposta da UFAL para uma loja de cosméticos, painéis do tipo slatwall foram colocados perto do caixa e nos setores de unhas e capilar. Slatwall é um painel com canaletas onde se encaixam ganchos. A ideia é expor acessórios e estimular a compra por impulso.

    Quais são as medidas de gôndola por nível de exposição?

    Um trabalho acadêmico da Universidad de Las Américas (UDLA), do Equador, organiza a gôndola em quatro níveis. O próprio texto avisa que é difícil fixar limites exatos. As faixas que ele apresenta são:

    NívelFaixa de alturaO que acontece ali
    Chão (inferior)até 50 cmO cliente precisa se abaixar para ver o produto. É o nível de menor valor.
    Mãos (intermediário)entre 50 e 80 cmO cliente pega o produto só estendendo o braço.
    Olhos (superior)entre 80 e 170 cmCorresponde à altura dos olhos. Atrai e retém a atenção.
    Cabeçaacima de 170 cmFora do alcance das mãos. O estudo considera um nível não vendedor, com fins apenas publicitários.

    Segundo o estudo, o nível dos olhos é o mais disputado pelas marcas. Ele também destaca o nível das mãos: com só 30 cm de faixa, tem desempenho de vendas considerado excelente diante dos 90 cm do nível dos olhos.

    O que isso muda na sua loja: os itens de maior giro e as novidades merecem a faixa entre os olhos e as mãos. A parte de baixo serve melhor para volume e reposição. O alto da gôndola funciona mais como comunicação do que como venda.

    Qual a altura máxima de um expositor na loja de cosméticos?

    Não há uma altura obrigatória. Uma referência prática vem da proposta de projeto da UFAL para uma loja de cosméticos em Maceió. Os móveis tinham altura máxima de um metro e oitenta. O motivo foi deixar a última prateleira acessível e não atrapalhar a visão do restante da loja.

    A mesma proposta trocou as prateleiras muito baixas por um armário inferior. Prateleiras rentes ao chão fazem o cliente se abaixar ou pedir ajuda à equipe. O armário também serve de estoque e reduz o deslocamento dos funcionários.

    Outras escolhas do projeto:

    • estantes de metalon e vidro para parede e vitrine, de traço leve;
    • estantes de MDF para itens mais altos ou pesados;
    • spots de luz embutidos nas prateleiras dos expositores especiais, para destacar lançamentos.

    Acessibilidade no caixa: a proposta segue a NBR 9050 (2020). O móvel do caixa tem bandeja de atendimento com recuo de aproximação frontal para cadeira de rodas de 30 x 75 cm.

    Exposição vertical ou horizontal: quando usar cada uma?

    O estudo da UDLA descreve duas formas de apresentar um produto na gôndola.

    • Vertical: o produto ocupa todos os níveis da prateleira, de cima a baixo. Funciona melhor quando o cliente vê o produto de longe. Por isso é a mais útil na cabeceira de gôndola, que é a ponta do móvel voltada para o corredor principal.
    • Horizontal: o produto ocupa um só nível. Muitas vezes é imposta pela falta de espaço. O olhar acompanha o produto por mais tempo, porque a cabeça costuma se mover na horizontal. Por isso é mais eficiente nos corredores. Alguns autores dizem que ela pode causar monotonia.

    O Gerenciamento por Categoria publicado pela ABRAS na revista SuperHiper traz exemplos de supermercado que usam essa lógica. Um deles é aumentar a altura entre prateleiras para expor produtos de formato não convencional. Outro é expor produtos maiores de forma verticalizada.

    Que medidas tem um expositor de frente de caixa?

    Um estudo de caso publicado na Redalyc analisa os expositores de frente de caixa de uma fabricante de confeitos. Segundo o estudo, as peças variam conforme o espaço do ponto de venda. Normalmente têm 0,50 m de profundidade, 1,50 m de altura e 1,00 m de largura. Combinam prateleiras, cestos e gancheiras para produtos em cartela.

    Os varejistas ouvidos destacaram três pontos:

    • a padronização da frente de caixa;
    • mais espaço para expor os produtos;
    • melhor organização, que facilita a escolha do cliente.

    O estudo também registra dificuldades. Em grande parte das lojas foram necessárias de duas a três visitas para explicar a parceria e o formato dos novos móveis.

    No material da ABRAS, a recomendação para o check-out é posicionar os displays na altura dos olhos.

    O que isso muda na sua loja: o caixa é ponto de compra por impulso. Um expositor compacto e organizado ali tende a render mais do que produtos soltos sobre o balcão.

    Como aplicar na sua loja esta semana?

    • Meça suas gôndolas e marque as faixas de chão, mãos, olhos e cabeça com fita na lateral de um móvel.
    • Confira o que está entre os olhos e as mãos. Se ali estão itens de baixo giro, troque por produtos de maior giro e por lançamentos.
    • Use o alto da gôndola para comunicação, como sinalização de categoria e cartazes, e não para produto que o cliente precisa pegar.
    • Veja se a última prateleira está ao alcance do cliente. Se não estiver, reorganize ou use o espaço como estoque.
    • Na cabeceira, teste a exposição vertical. Nos corredores, mantenha blocos horizontais por categoria.
    • Revise o caixa: o balcão precisa ter área acessível e um expositor organizado para itens de impulso.

    Linha do tempo

    1. 2005 A Adams passa a adotar um novo modelo de expositor de frente de caixa em pequenos varejos da Grande Porto Alegre, segundo estudo de caso publicado na Redalyc.
    2. junho de 2006 O novo conceito de exposição já estava em cerca de 30 lojas, segundo o mesmo estudo.

    Perguntas frequentes

    Qual é a altura do nível dos olhos na gôndola?

    Segundo estudo da Universidad de Las Américas (UDLA), o nível dos olhos fica entre 80 e 170 cm. É o nível mais valorizado, porque atrai e retém a atenção do cliente. O próprio estudo avisa que esses limites são aproximados.

    Prateleira perto do chão vende?

    É o nível de menor valor, segundo o estudo da UDLA, porque o cliente precisa se abaixar para ver o produto. A proposta de loja de cosméticos da UFAL trocou as prateleiras muito baixas por armário inferior, que também serve de estoque.

    Qual a diferença entre gôndola e mesa expositora?

    Segundo o trabalho da UFAL, a gôndola é um expositor feito em diversos materiais, normalmente com rodas. A mesa expositora facilita o contato direto do cliente com o produto e costuma destacar promoções ou quebrar a monotonia dos expositores grandes.

    Existe norma para o balcão do caixa?

    A proposta da UFAL segue a NBR 9050 (2020), que trata de acessibilidade. O móvel do caixa tem bandeja de atendimento com recuo de aproximação frontal para cadeira de rodas de 30 x 75 cm.

    Fontes

    1. Visual merchandising na arquitetura comercial de varejo: proposta para uma loja de cosméticos localizada no Maceió Shopping (UFAL) · academica
    2. Merchandising: estudo de caso sobre um novo conceito de exposição dos produtos Adams no varejo (Redalyc) · academica
    3. Trabalho acadêmico sobre valor dos níveis de exposição em gôndola (Universidad de Las Américas, Equador) · academica
    4. Gerenciamento por Categoria, revista SuperHiper (ABRAS) · organizacion

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