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Glossário

Árvore de decisão de compra

4 min de leitura · Categoria, gôndola e vitrine · Atualizado em 27/10/2026

Stylized illustration of a tree whose branches split into categories, each branch ending in a different generic bottle or jar, with a small
Imagem gerada por IA
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    Em resumo

    Árvore de decisão de compra é o mapa da ordem em que o shopper (quem compra) escolhe um produto na categoria: por exemplo, primeiro o tipo, depois a marca, depois o preço. Na gestão de categoria, ela orienta como agrupar e expor os itens na gôndola, para que o cliente encontre o que procura em poucos segundos.

    O que é a árvore de decisão de compra na gestão de categoria?

    A árvore de decisão de compra é uma ferramenta do gerenciamento por categoria (GC), o método que trata cada grupo de produtos como uma unidade de negócio. Ela descreve quais atributos pesam na escolha do cliente e em que ordem.

    Dois casos publicados pela revista SuperHiper, da ABRAS, mostram a ideia:

    • O Goodbom Supermercados, de Hortolândia (SP), usou a árvore de decisão para comparar os atributos mais importantes para seus clientes, como tipo, marca, sabor e preço. Assim, a rede soube quais fatores influenciavam a decisão final de compra.
    • A Vinícola Aurora informa que sua árvore de decisão para vinho começa pela marca, passa pela variedade e termina no preço. A empresa ressalta que há variações conforme o tipo de canal.

    O motivo de mapear essa ordem está na própria loja física. Segundo Clilson Filippetti, CEO da CL Consultoria Comercial, é em frente à gôndola que, em segundos, o shopper decide colocar o produto no carrinho.

    Como usar a árvore de decisão de compra para organizar a gôndola?

    Eduardo Bezerra, gerente de Shopper Insights e Gerenciamento por Categoria da Reckitt, descreve na SuperHiper quatro regras básicas:

    1. Onde a categoria deve estar na loja. 2. O que deve existir na categoria: quantas marcas e tipos de produto. 3. Quantos itens ter na gôndola. 4. Como organizá-los. Um exemplo citado por ele é deixar na altura dos olhos o produto com maior ticket médio.

    Segundo o executivo, redes pequenas que passaram a organizar a categoria de forma lógica, com base na árvore de decisão do shopper, tiveram aumento de 30% nas vendas em três meses. Ele cita ganhos na base de 30% a 40% após a reorganização da gôndola. São números informados pela indústria. O resultado é possível e depende da execução.

    O caso de iogurtes do Goodbom mostra a lógica na prática. A categoria era organizada por marcas e passou a ser exposta por segmentos: saudável, proteico, funcional, infantil, familiar e especiais. Entre junho e setembro do ano da reportagem, a loja de Hortolândia registrou aumento de 16,26% na venda dos iogurtes funcionais e de 32,71% na linha dos saudáveis.

    Numa loja de cosméticos, o ponto de partida é o mix de categorias. Um trabalho da UFAL sobre uma loja de cosméticos lista cabelo, corpo, higiene pessoal, maquiagem, uso infantil, público masculino, unhas, acessórios e eletros. O mesmo trabalho observa que acessórios e eletros costumam ser compra não planejada. Para cada categoria, a pergunta é a mesma: o que o seu cliente escolhe primeiro?

    Aplique na sua loja esta semana

    • Escolha uma categoria com bom giro.
    • Pergunte às consultoras de beleza o que o cliente costuma pedir primeiro e anote.
    • Compare essa ordem com a forma como a gôndola está organizada hoje.
    • Faça um ajuste e acompanhe as vendas da categoria nas semanas seguintes.

    Quais são as confusões comuns sobre a árvore de decisão de compra?

    Achar que é o mesmo que planograma. O planograma é o desenho da exposição na gôndola. Marcel de Pierre Teotônio Amati, gerente comercial de Mercearia da Coop, explica na SuperHiper que o planograma é a última etapa do processo. Antes dele vêm o posicionamento da empresa e a estruturação das categorias.

    Achar que é o mesmo que árvore mercadológica. A árvore mercadológica é a forma como a loja classifica seus produtos internamente. No caso do Goodbom, a árvore de decisão foi determinante para reestruturar a árvore mercadológica da rede. Uma informa a outra, mas não são a mesma coisa.

    Montar a árvore só pela intuição. Amati defende decisões baseadas em dados estruturados, com foco no cliente.

    Supor que a marca sempre vem primeiro. No Goodbom, a categoria de iogurtes deixou de ser organizada por marcas e passou a ser organizada por segmentos.

    Usar uma árvore única para tudo. A Vinícola Aurora relata variações por canal. Clilson Filippetti lembra que o hábito de compra muda por região: um consumidor do Sul compra de forma bem diferente de quem é do Norte.

    Perguntas frequentes

    Árvore de decisão de compra serve para loja pequena?

    Sim. Segundo a Reckitt, em entrevista à revista SuperHiper, da ABRAS, redes pequenas organizaram categorias com base na árvore de decisão do shopper sem um processo complexo, apenas com recomendações básicas. O resultado depende da execução.

    Qual a diferença entre árvore de decisão de compra e planograma?

    A árvore de decisão mostra a ordem em que o cliente escolhe, por exemplo, tipo, marca e preço. O planograma é o desenho da exposição na gôndola e, segundo a Coop, é a última etapa do gerenciamento por categoria.

    A árvore de decisão de compra é igual em todo lugar?

    Não. A Vinícola Aurora relata variações conforme o canal de venda, e o consultor Clilson Filippetti aponta diferenças de hábito de compra entre regiões, como Sul e Norte.

    Fontes

    1. SuperHiper (ABRAS) – Gestão: árvore de decisão · prensa
    2. SuperHiper (ABRAS) – Gerenciamento por Categoria · prensa
    3. UFAL – Visual merchandising na arquitetura comercial de varejo: proposta para uma loja de cosméticos no Maceió Shopping · academica

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