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Para quem é Donos e gerentes de perfumarias e lojas de cosméticos, independentes ou de pequenas redes, e consultoras de beleza que atendem no balcão e no salão de vendas.
Para melhorar o atendimento ao cliente na loja de beleza, comece ouvindo quem compra. Pergunte sobre preço, qualidade, ambiente, facilidade de troca e canais preferidos. Cruze essas respostas com seus relatórios, reduza a espera, cuide da circulação na loja e conecte o atendimento físico ao digital. Pesquisas acadêmicas de varejo tratam esses pontos como fatores de satisfação.
Passo a passo
Monte um formulário curto de avaliação
Um estudo sobre varejo de cosméticos publicado no Portal de Periódicos Unialfa propõe uma checagem rápida da avaliação dos clientes. O formulário traz perguntas como estas:
- O cliente costuma avaliar ou recomendar lojas pelo preço, pela qualidade, pelo ambiente, pela facilidade de acesso ou pelas trocas?
- Ele valoriza o contato da loja depois da compra?
- Ele costuma se cadastrar em promoções, programas de benefícios ou pesquisas de personalização de atendimento?
- Quais canais de atendimento ele considera melhores, mais acolhedores ou mais eficientes?
Adapte as perguntas à sua loja e mantenha o formulário curto.
Cruze as respostas com os seus relatórios
O mesmo estudo alerta que o formulário é só o começo. Outros relatórios devem ser produzidos, e os resultados, cruzados. Esse cruzamento serve para planejar decisões como investir em tecnologia, em pessoal ou em produtos. Exemplo: se muitos clientes citam a troca como problema, revise primeiro esse processo.
Acompanhe o tempo de espera no caixa
Em uma pesquisa sobre consumidores de baixa renda em supermercados, apresentada no EMPRAD, o tempo de espera nas filas aparece entre as variáveis da experiência de compra. O estudo é de supermercados, não de perfumarias. Mesmo assim, a lição vale para o seu PDV: observe em que horários a fila cresce e organize a escala da equipe para esses momentos.
Cuide da circulação e da organização do ambiente
No mesmo estudo, espaço de circulação e ambientes organizados aparecem entre os pontos fortes do modelo atacarejo. O ambiente também está entre os critérios que o cliente usa para avaliar uma loja de cosméticos, segundo o estudo da Unialfa. Na prática, deixe corredores livres, mantenha a gôndola arrumada e facilite que o cliente encontre o que procura.
Personalize o atendimento do cliente habitual
A pesquisa do EMPRAD liga o atendimento do mercado de vizinhança à personalização para o cliente habitual. Para uma loja de bairro, isso significa reconhecer quem volta, lembrar o que a pessoa costuma comprar e tratar cada visita como continuação da anterior.
Integre o atendimento da loja física e dos canais digitais
O estudo da Unialfa conclui que a integração omnichannel, ou seja, a atuação conectada entre loja física e canais digitais, se torna cada vez mais fundamental para o segmento de cosméticos. O objetivo é que o comprador possa ser atendido por completo, tanto no ambiente físico quanto no digital. Pergunte aos clientes quais canais eles preferem e comece por eles.
Prepare a equipe para as mudanças
O estudo da Unialfa registra contratempos e certa morosidade por parte da equipe durante a adaptação ao modelo físico e digital. Antes de mudar um processo, explique à equipe o motivo e o que muda na rotina de cada pessoa. Acompanhe as primeiras semanas de perto.
O que pesa no atendimento ao cliente da loja de beleza?
Segundo o estudo publicado no Portal de Periódicos Unialfa, o cliente de cosméticos avalia e recomenda lojas por preço, qualidade, ambiente, facilidade de acesso e trocas. Ele também valoriza, ou não, o contato da empresa depois da compra e tem preferência por certos canais de atendimento.
O que isso muda na sua loja: atendimento não é só a conversa no balcão. Inclui a facilidade de troca, a organização do espaço e a forma como a loja mantém contato depois da venda.
Por que integrar a loja física com os canais digitais?
O estudo da Unialfa observa que as vendas físicas ainda predominam no segmento de cosméticos. Mesmo assim, conclui que a integração omnichannel se torna cada vez mais fundamental. A explicação está na combinação entre a experiência com o produto e a sua disponibilidade na loja física.
Os autores apontam que a pandemia impulsionou essa mudança e alterou o comportamento do consumidor. Hoje ele quer encontrar o produto na loja física ou no e-commerce e espera preços ajustados e entrega rápida. O estudo também afirma que, independentemente do tamanho da empresa, essas ações fortalecem a relação com os clientes.
O que um estudo de supermercados ensina à perfumaria de bairro?
A pesquisa apresentada no EMPRAD compara mercados de vizinhança e atacarejos. Para os consumidores de baixa renda ouvidos, a preferência está com o mercado de vizinhança, pela proximidade e pelas compras frequentes e em menor volume. As autoras observam, porém, que há espaço para esses mercados melhorarem seus processos de atendimento.
A lição adaptada para a perfumaria de bairro: estar perto do cliente é uma vantagem, mas não substitui um bom atendimento. Personalização para o cliente habitual, fila curta e ambiente organizado ajudam a manter essa vantagem.
O que aplicar na sua loja esta semana?
1. Escreva quatro ou cinco perguntas de avaliação a partir do formulário do estudo da Unialfa e peça respostas aos clientes no caixa. 2. Anote os horários de fila mais longa durante a semana. 3. Revise a circulação: tire obstáculos dos corredores e arrume a gôndola. 4. Pergunte aos clientes por qual canal eles preferem ser atendidos. 5. Reúna a equipe no fim da semana, apresente o que você ouviu e escolha uma única melhoria para começar.
Erros comuns
- Coletar a opinião dos clientes e não cruzar as respostas com outros relatórios da loja.
- Confiar só na localização: no estudo do EMPRAD, satisfação e localização aparecem como vantagem do mercado de vizinhança, mas o atendimento percebido vai no sentido inverso.
- Tratar loja física e canais digitais como operações separadas.
- Mudar processos de atendimento sem preparar a equipe para a adaptação.
- Deixar a gôndola e os corredores desorganizados, prejudicando a circulação.
Perguntas frequentes
Como saber se o cliente da loja de beleza está satisfeito?
Use um formulário curto de avaliação. Pergunte sobre preço, qualidade, ambiente, facilidade de troca, contato pós-compra e canais preferidos. Depois cruze as respostas com outros relatórios da loja, como propõe um estudo sobre varejo de cosméticos publicado no Portal de Periódicos Unialfa.
A loja física ainda importa no atendimento de cosméticos?
Sim. O estudo da Unialfa registra a predominância das vendas físicas no segmento. Ele aponta, porém, que a integração com os canais digitais se torna cada vez mais fundamental.
O que o cliente de cosméticos passou a esperar depois da pandemia?
Segundo o estudo da Unialfa, ele quer encontrar os produtos na loja física ou no e-commerce e espera preços ajustados e entrega rápida.
Uma loja pequena consegue melhorar o atendimento?
Sim. O estudo da Unialfa afirma que, independentemente do tamanho da empresa, ações como ouvir o cliente e cruzar resultados fortalecem a relação com os clientes e abrem novas possibilidades comerciais.



