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Categorias de produtos são grupos de itens organizados pela necessidade que atendem ao cliente e geridos como unidades de negócio. Na perfumaria, você agrupa os produtos numa árvore de categorias e subcategorias. Depois, define o papel de cada categoria (destino, rotina, conveniência ou sazonal) para orientar sortimento, preço, promoção e exposição.
O que são categorias de produtos no varejo?
No gerenciamento por categorias, a loja separa os produtos conforme a necessidade que eles atendem. A ABRAS cita como exemplos matinais, beleza e limpeza. Cada grupo é gerido como se fosse uma unidade estratégica de negócio.
Essa organização ganha forma na árvore mercadológica, também chamada de árvore de produtos. É uma estrutura em níveis que organiza os itens em categorias e subcategorias e facilita a análise e a tomada de decisão. No último nível ficam os SKUs, ou seja, cada item individual do estoque. A ABRAS sugere ordená-los por variáveis como embalagem, cor e fragrância.
Veja um exemplo hipotético, só para ilustrar a lógica. A categoria cabelo se divide em subcategorias como xampu, condicionador e tratamento. Dentro de cada uma, os SKUs ficam ordenados por embalagem e fragrância.
A ABRAS recomenda manter a árvore alinhada aos objetivos da loja. Também orienta a reclassificar itens que estejam no lugar errado e a simplificar a estrutura quando ela ficar complexa demais. A revisão da árvore é um processo contínuo.
Quais são os papéis de categoria: destino, rotina, conveniência e sazonal?
Segundo a ABRAS, o papel da categoria define a função estratégica que ela cumpre no portfólio da loja. Esse papel orienta sortimento, precificação, promoção e exposição. São quatro papéis principais:
- Destino: é o principal motivo da visita do cliente. É essencial para fidelizar e costuma ter alta frequência de compra.
- Rotina: são produtos que o cliente compra regularmente. Mantêm o fluxo constante de clientes no dia a dia.
- Conveniência: são itens de compra rápida e por impulso, que o cliente leva mesmo sem intenção prévia.
- Sazonal ou ocasional: são produtos com pico de vendas em certos períodos do ano ou ocasiões.
Um trabalho da UNESP, com base em Puente (2004), cruza dois critérios: frequência de compra e penetração na cesta. Pelo trabalho, destino tem alta frequência e alta penetração. Ocasional tem baixa frequência e baixa penetração. Conveniência combina baixa frequência com alta penetração.
Uma tese da PUCP estima a fatia de cada papel num varejista típico. Destino representa de 5% a 7% das categorias. Conveniência fica entre 15% e 20%, e ocasional também entre 15% e 20%. A tese ressalta três pontos:
- a mesma categoria pode ter papéis diferentes em lojas diferentes;
- o papel pode mudar conforme as decisões do lojista;
- a loja deve equilibrar os quatro papéis.
Como agrupar os produtos da perfumaria na prática?
Antes de classificar, olhe o histórico de vendas. A ABRAS indica quatro dados:
- volume de vendas na loja;
- frequência de compra pelo mesmo cliente;
- elasticidade, ou seja, se a mudança de preço afeta a compra;
- penetração em tíquete, isto é, em quantos cupons fiscais o item aparece.
O papel da categoria também orienta onde expor. O guia do Sebrae sugere:
- Rotina: no meio da loja, em locais bem visíveis.
- Ocasional: em pontas de gôndola ou espaços separados.
- Conveniência: perto dos caixas.
O Sebrae cita uma regra geral de 4% da área de vendas para a categoria destino. Mas lembra que cada loja tem perfil próprio e que essa regra nem sempre se aplica.
Aplique na sua loja esta semana
1. Liste as seções da loja e desenhe uma árvore simples, com categoria, subcategoria e SKU. 2. Confira se cada produto está cadastrado na categoria e na subcategoria certas. 3. Puxe do sistema o volume de vendas e a penetração em tíquete de cada categoria. 4. Atribua um papel a cada categoria com base nesses dados. 5. Faça um mapa com o espaço de cada seção e compare com a venda de cada uma. Se a seção que vende menos ocupa mais espaço, reavalie a distribuição.
Perguntas frequentes
Uma categoria pode mudar de papel?
Sim. Segundo tese da PUCP, a mesma categoria pode ter papel diferente conforme o varejista. O papel também muda de acordo com as decisões que o lojista toma sobre ela.
Onde expor cada tipo de categoria na loja?
O Sebrae sugere três posições. Rotina vai no meio da loja, em locais visíveis. Ocasional e sazonal vão em pontas de gôndola ou espaços separados. Conveniência fica perto dos caixas, onde acontecem as compras por impulso.
Quanto espaço dar para a categoria destino?
O Sebrae cita uma regra geral de 4% da área de vendas. Mas recomenda partir do perfil dos seus clientes e comparar o espaço de cada seção com a contribuição dela nas vendas.
Fontes
- Revista SuperHiper nº 304 – ABRAS · organizacion
- Dimensionando estratégias – Repositório UNESP · academica
- Diseño de un modelo de gestión de espacio – Tesis PUCP · academica
- Minimercado: gerenciamento por categorias – Sebrae · organizacion



