Nesta página
O que mais vende em uma loja de cosméticos? Os dados públicos da ABIHPEC apontam os produtos para cabelo como a maior categoria do mercado brasileiro, com 22,8% do faturamento da indústria em dados de 2011. Banho, desodorantes e fragrâncias também aparecem entre as categorias de maior consumo. Na sua loja, confirme com o próprio histórico de vendas.
O que mais vende em uma loja de cosméticos, segundo a ABIHPEC?
A ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) mede o faturamento da indústria, não o caixa das lojas. Mesmo assim, é o melhor retrato público de onde está o volume.
- Cabelo lidera. Segundo dados da ABIHPEC de 2011, citados em dissertação do Coppead/UFRJ, os produtos para cabelos faturaram R$ 6,7 bilhões ex-factory, o correspondente a 22,8% do total do setor. Entram aqui coloração e descoloração, condicionadores, fixadores e modeladores, alisantes, tratamento e xampu. Ex-factory é o valor de venda da fábrica, sem impostos.
- A liderança se repete. Um trabalho da Unesp, com base em figura da ABIHPEC de 2015, afirma que o mercado de produtos capilares é o maior no Brasil.
- Banho, desodorantes e fragrâncias vêm junto. O Caderno de Tendências da ABIHPEC, ABDI e Sebrae (2014), citado em trabalho do IFPB, aponta alto consumo de produtos capilares, para banho, desodorantes e fragrâncias.
Por que cabelo, banho e perfume vendem tanto no Brasil?
O mesmo Caderno de Tendências da ABIHPEC, ABDI e Sebrae (2014) liga esse consumo ao clima quente e úmido. Ele favorece mais de um banho por dia, incluindo a lavagem diária dos cabelos.
Outros dados da ABIHPEC, reunidos em trabalho da UFSC, reforçam o quadro:
- Em estudo de 2019, os principais cosméticos vendidos para homens foram perfumes (65%), xampus e condicionadores (63%), cuidados com a barba (40%) e cremes e loções para o corpo (30%).
- Em 2021, os produtos de banho foram os protagonistas do setor. O sabonete teve crescimento de 9,7% em relação a 2020 (ABIHPEC, 2022).
- A ampliação da rotina de autocuidado levou ao aumento no uso de fragrâncias (14%) e no hábito de tratamentos de pele (43,8%), o chamado skincare (ABIHPEC, 2021).
Como usar esses dados no mix da sua loja?
Use os números do mercado como ponto de partida, não como regra. Três cuidados:
- São dados da indústria. Mostram o que as fábricas faturam no país, não o que gira na sua gôndola. Seu bairro, seu público e seus preços mudam a ordem.
- Parte dos dados é antiga. O número mais detalhado por categoria é de 2011. Ele indica a tendência, mas não substitui o seu histórico recente.
- O mercado é de massa. Segundo a GAS&Company (2014), citada no trabalho da Unesp, os produtos premium representavam somente 3% do mercado brasileiro, contra média global de 22%.
Aplique na sua loja esta semana
1. Tire do sistema o faturamento dos últimos 12 meses por categoria: cabelo, banho, desodorante, perfume, pele, maquiagem. 2. Compare a sua ordem com a do mercado. Se cabelo não estiver no topo, investigue espaço de gôndola, ruptura e sortimento. 3. Veja o giro (quantas vezes o estoque se renova) de cada categoria, além do faturamento. 4. Revise o espaço de gôndola e de vitrine para que ele acompanhe o que de fato vende.
Perguntas frequentes
Os dados da ABIHPEC valem para a minha loja?
Valem como referência. Eles medem o faturamento da indústria no Brasil inteiro, sem impostos. A sua loja pode ter outra ordem de categorias, conforme público, região e preço. Compare sempre com o seu próprio histórico de vendas.
O que mais vende para o público masculino?
Segundo estudo da ABIHPEC de 2019, os principais cosméticos vendidos para homens foram perfumes (65%), xampus e condicionadores (63%), cuidados com a barba (40%) e cremes e loções para o corpo (30%).
Produto premium vende bem no Brasil?
O mercado brasileiro é predominantemente de massa. Segundo a GAS&Company (2014), os produtos premium representavam somente 3% do mercado no Brasil, contra média global de 22%. Isso não impede uma seleção premium, mas pede cuidado no volume de compra.
Fontes
- O desafio do crescimento dos negócios — dissertação, Instituto Coppead de Administração, UFRJ (dados ABIHPEC 2011) · academica
- O mercado e a indústria do setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos no Brasil — Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara, Unesp · academica
- Gestão integrada de produção, consumo consciente e sustentabilidade dos cosméticos — IFPB · academica
- Trabalho de conclusão de curso, Departamento de Ciências Farmacêuticas, UFSC (dados ABIHPEC 2019 a 2023) · academica



